domingo, 20 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
E que venha Bruna Surfistinha!
Olha, vamos combinar: tem coisas que a gente simplesmente não precisava ver. Essa mania do cinema nacional de achar que qualquer vida desregrada merece um close de duas horas é de um tédio absoluto. E essa menina, a tal Bruna... por favor! Uma moça de classe média, com todas as oportunidades de ser alguém interessante, de ter uma conversa inteligente, resolve que o auge da existência é virar garota de programa por puro capricho? É desnecessário. Não há nada de glamoroso em ser autodestrutiva quando se tem escolha. O glamour, meu bem, exige inteligência, exige mistério. E ali não tem mistério nenhum, é tudo muito exposto, muito cru, muito... ugh, sem classe. O que me choca não é a profissão — que, aliás, é a mais antiga do mundo e merece respeito quando é questão de sobrevivência —, mas essa veneração ao erro. Transformar usuária de droga e prostituição por tédio em 'ícone' é o fim dos tempos. Onde foram parar as mulheres que realmente faziam a diferença? Aquelas que a gente olhava e queria ser igual, pela postura, pelo intelecto, pelo charme? Agora a moda é o 'borralho' sem o sapatinho de cristal no final. É o choque pelo choque. E a Débora Secco, coitada, faz o que mandam, mas não salva o roteiro. No fundo, o que sobra é um filme com fotografia pobre e um discurso mais pobre ainda. É o tipo de coisa que a gente assiste e sai com vontade de tomar um banho longo e ler um bom livro de memórias de alguém que realmente tenha tido uma vida que valesse a pena contar. Francamente, se é para ver tragédia sem propósito, prefiro ficar em casa tomando um dry martini e olhando para a parede. Ao menos a parede não tenta me convencer de que o branco é moderno.
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