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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010



Onde estará meu bom velhinho?

Onde foi parar aquele velho charmoso de barba branca com roupas vermelhas, guiando um trenó com renas?
Que carregava um saco cheio de prêmios para quem tinha se comportado durante o ano?
Aquele que escrevia cartas intermináveis contando a nossa trajetória do ano, só para ganhar o nosso brinquedo?
Pelo visto o meu Bom Velhinho, deve ter caído em uma casa de repouso, e já não se lembra mais onde fica os endereços e muito menos aquelas pessoas da lista de presentes.
Se alguém o encontrar diga a ele que continuo sendo a mesma pessoa, nem tão boa, e nem tão ruim.
Mas um pouco mais seletivo, critico e exigente.
Diga a ele que não quero nada muito caro, apenas de bom gosto. Que seja extraordinário que me faça feliz, que me deixe com asma, com arritmia cardíaca, que me deixe com Parkinson. Quero algo que me deixe ser como sou, chato, imaturo(quando precisar), que me deixe ser a criança grande que sempre fui me deixe sonhar... Que fique do meu lado quando tiver medo, e quando estiver alegre.
Que possa andar na chuva e chupar picolé em dias frios. Que ria das minhas graças, que acorde na noite para me cobrir. Que conte historias intermináveis. E que me envolva, nos seus sonhos e projetos.
Bom! Se alguém se comoveu com tal desproposito humano, por favor, entre em contato com o seu bom velhinho, porque o meu com certeza já não está tão disposto afazer longas viagens e muito menos com saco, se é que ainda existe algum saco!

Feliz Natal! A todos .....

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Felicidade se acha em horinhas de descuido...


Não sou humanamente hipócrita, em desejar as pessoas aquelas bobagens de sempre, que sejam felizes para sempre ou muitas felicidades, ou uma feliz entrada de ano.
O que posso falar para as pessoas, como um ser humano mortal e comum, que vivam o amor. O amor de um pelo o outro, ou um amor carnal.
Gosto de pensar da seguinte forma: Toda vez que ao acordar, pela manhã, pergunte a seu namorado(a) ou vale até mesmo as pessoas que não conhecemos se quer casar com você. (se a resposta for sim já é um primeiro passo para felicidade.)
Arraste a pessoa amada para tomar um banho de chuva. Faça coisas surpreendentes, para mostrar o quanto o seu ser amado é especial( faça para você também, todo mundo merece ser surpreendido).
Massageie os ombros do ser amado enquanto ele lê ou assiste TV, você pode ser massagear sempre é bom um toque, um afago. Se quiserem aliviar os estresses, passe as unhas de leve nas costas dele ou dela, para aliviar o seu estresse, se abrace. Isso tudo antes de dormir.
Admire sempre o seu ser amado e ate mesmo você, com os olhos de analise, quando ele ou até mesmo você estiver se admirando o seu próprio corpo no espelho, olhe sempre com os olhos de como se fosse a primeira vez que o conheceu. Acorde de madrugada para cobri-lo
E sem nenhuma razão especial, mande flores.
Deixe as pessoas serem chatas às vezes, mesmo que não tenha razão nenhuma.
Pode ser bobagem, mas de uma coisa eu tenho certeza plante uma roseira na entrada da sua casa.
Plante um vaso de alecrim e melissa para trazer sempre boa nova e bons fluidos, estas duas plantas aprimoram o amor.
Ponha uma placa na sua porta: “Aqui reside uma pessoa Feliz e Apaixonada!”
Quando derramar sal, jogue um pouco sobre o ombro esquerdo, para espantar todo mal olhado e a inveja.
E se apaixone por você e por alguém sempre que puder. O melhor é se apaixonar todos os dias.
E assim, será feliz sempre como nos contos das Carochinhas.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Qual foi a sua criação?


Dizem que fomos criados para o embate, para o "macho" que a sociedade exige. Bobagem. No fundo, todos fomos projetados para ser a princesinha da vovó. Queríamos os cachos dourados, o príncipe (que fosse rico, por favor), o palácio e um exército de governantas. E dinheiro, claro. Muito dinheiro. Dinheiro é fundamental para não se ter que pensar nele. Outro dia, numa conversa de Facebook, confessei a um amigo: fui criado para ser dondoca. Nasci para o privilégio, para o conforto de quem não precisa ralar. Ele, com aquela grosseria pedagógica tão em voga, mandou-me "acordar do sonho". Que falta de estilo. Eu adoraria ser Alice e cair no buraco — mas sem o chá alucinógeno, que essas coisas dão uma ressaca pavorosa. O que eu quero é o crescimento, a magia, mas sem o retorno cafona à fazenda. Dorothy, coitada, tinha aquela obsessão em voltar para o Kansas, para a tia Emily e para o tsunami. Eu? Jamais. Fazenda é um conceito que só funciona em dois estados: nas lembranças da infância ou nas férias, com data de validade curtíssima. E vamos combinar: fazenda só é suportável se tiver Wi-Fi, TV a cabo, livros ótimos, gente interessante e um carro na porta. Para o caso de, a qualquer momento, o "ar puro" e o excesso de verde começarem a irritar. Porque irritam. Essa história de "um amor e uma cabana" é uma das maiores mentiras da humanidade. Só se aceita uma cabana se ela for em Bali, durante a lua de mel, e com serviço de quarto vinte e quatro horas. Fora isso, é programa de índio. Pessoa já dizia que o verde das árvores é velho e as folhas murcham antes de aparecer. Ele tinha razão. Natureza é bom para olhar da janela de um hotel cinco estrelas. O que é bom mesmo é ser o neto da vovó. Tenho saudades das minhas. Uma era pimenta: desbocada, divertida, adorava o mundo e as vizinhas (os netos vinham em segundo plano, o que tinha seu charme). A outra era o açúcar em pessoa. Doces mineiros, figos em calda, abóbora cristalizada... De comer rezando. Mas — atenção ao detalhe — tudo isso devidamente servido à mesa, sem que eu precisasse chegar perto de uma vaca às cinco da manhã para tirar o leite. Existe algo melhor do que ser a "princesinha"? Ter regalias, ser bem criado e acreditar piamente que o mundo orbita em torno do seu próprio umbigo? Se as avós dominassem o mundo, seríamos todos muito mais felizes. E, com certeza, muito mais bem vestidos

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


Todo mundo quer ser sex, quer fazer parte do cotidiano da vida. Ter uma Psique, cheio de vice e versa.
Ter um erotismo aflorado, e ser observado por todos. Chega a ser um vicio do próprio homem. Querer ser e aparecer sempre para o outro.
O corpo é um escrito. Uma grande carta de um sedutor, que utiliza seus movimentos para agradar, apoderar e usufruir o outro.
O corpo é na verdade o nosso Eros.
É a personificação da alma, do moral ao imoral, é o se apaixonar pelo outro e para o outro. É o apaixonar por si e por mais ninguém, é um complexo Narcisista, é um apaixonar de Afrodite, em despertar no outro o desejo e a paixão, é ficar louco e sair do irreal e cair no mortal. É ser um chafurdar na lama do próprio gozo, é perverter-se nos desejos mais ousados é atolar-se no vicio da nossa própria alma e pensamento.
É uma consideração da alma humana purificada pelos sofrimentos preparados.
E preparar para gozar a pura e verdadeira felicidade.
Eros...todos querem ser....

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sapos, Príncipes e Outras Perdas de Tempo

Vamos combinar uma coisa: sapo não vira príncipe. Nunca virou. Se você passar a vida beijando a lagoa inteira, o máximo que vai conseguir é um gosto de lama na boca e um lugar cativo no brejo, cercada de moscas. Tem quem goste, claro. Tem gente que faz disso uma carreira. Sinto informar, mas quem nasce para o brejo não chega ao palácio. Se você quer um príncipe, saiba que eles não frequentam águas paradas. Príncipes circulam, falam três idiomas, entendem de vinhos e viajam para lugares que você nem sabe pronunciar o nome. Têm brasão, carro importado e apoiam causas nobres na ONU. É outro mundo. Mas cuidado: se você quer apenas o título, você não é uma romântica, é uma caça-dotes. E classe, minha querida, não é vírus; não se pega por convivência. Ou você herda, ou conquista com muita elegância. Fazer a linha "Kátia Cega" para subir na vida só leva a um destino: a infelicidade. E, geralmente, a uma conta bancária vazia no final. Eu nunca fui uma grande especialista, embora já tenha tido meus momentos. Tive três relacionamentos sérios. Longos, de quatro anos cada. Sempre achei exaustivo ter que me dividir; nunca soube ser duas. Meus namoros terminavam sempre do mesmo jeito: eu punha o ponto final. Por quê? Porque eu percebia que estava vivendo para o outro, e não com o outro. E quando o amor-próprio dá sinal de cansaço, é hora de fazer as malas. É muito melhor um apartamento novo, bons amigos e um cachorro do que um trono que não te serve. Você pode malhar três horas por dia, decorar a carta de vinhos e fingir que entende de causas humanitárias para usar uma coroa. Pode até funcionar por um tempo e pagar suas contas. Mas, lá no fundo, você sabe que aquela vida é dele, não sua. No fim das contas, se não houver verdade, você vai acabar voltando para a saparia. E aí, minha cara, a busca recomeça. Mas não diga que eu não avisei

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A ex o ex, o atual, sogras e a família, o doce inferno de viver em comunidade!

Viver com alguém é um exercício de paciência que, convenhamos, quase ninguém tem. Mas quando a casa cai e vem a separação, a primeira coisa que a gente quer é jogar tudo pela janela: os móveis, as lembranças e aquele armário mofado que a gente chamava de vida. É natural querer ver o sol e, claro, um novo amor. Porque não há nada mais excitante do que inventar um personagem novo para ocupar o lugar vago no coração. Mas cuidado: tem gente que adora um drama à la Maysa, mergulhando num luto profundo, quase coreografado. Para esses, eu até tiro o chapéu — haja fôlego para tanto sofrimento. Eu, particularmente, prefiro quem sacode a poeira e diz: 'Próximo!'. É de uma coragem invejável, embora eu confesse: por dentro, a gente costuma estar em frangalhos, mesmo com a maquiagem impecável e sem mover um músculo do rosto. Agora, um aviso de utilidade pública: se você engatou um novo romance, por favor, contenha o entusiasmo. Nada de misturar famílias na primeira semana. Sogra é um território minado. Você está levando o filho dela, e ela nunca vai te perdoar por isso — aceite. E nunca, jamais, fale mal da ex dele ou da mãe dele. É falta de elegância e, pior, é um tiro no pé. O novo amor vai passar o resto da vida achando que você vai fazer o mesmo com ele. E o pecado capital: falar do ex. Nem sob tortura, meu bem. Se ele insistir, dê um sorriso enigmático e diga: 'Isso é pré-história'. Mude o disco, mude as atitudes, recicle-se. Repetir com o atual os mesmos erros que você cometia com o antigo é de uma cafonice sem fim. Seja livre, sinta-se livre e, acima de tudo, não tenha culpa de ser feliz de novo. A vida é curta demais para a gente ser coadjuvante do próprio enterro

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Seu destino no jogo de búzios...


Poupem-me dos divãs. A psicanálise, convenhamos, é um tédio absoluto — coisa de gente que se leva a sério demais e adora sofrer com hora marcada e ar-condicionado no máximo. Eu prefiro a minha cartomante. Ou melhor: essa senhora que joga búzios, tem corpo de nona italiana e um colo que nenhum Ph.D. Alemão jamais terá. É muito mais chique. Ela nos recebe como quem espera um filho pródigo que só faz bobagem. Dá sermão, passa a mão na cabeça e, entre uma chacoalhada e outra nos búzios, resolve a vida. Porque, vamos ser honestos: ninguém acorda querendo saber do sobrenatural quando está ganhando na loteria ou com um amor esplêndido debaixo do braço. A gente procura o místico quando a coisa desanda. Lá dentro, o mundo ganha cores vibrantes. O 'fulano' vira um perigo iminente, o 'cicrano' é o invejoso de plantão e, de repente, você descobre que a sua vida não caminha porque está 'amarrado'. Que alívio! A culpa deixa de ser sua — o que é sempre exaustivo — e passa a ser da zica alheia. É libertador. Depois, vêm os banhos. Saio de lá parecendo um pote de tempero ambulante, exalando canela, açúcar e uma esperança quase infantil. É ridículo? Talvez. Mas é de um romantismo que essa modernidade asséptica, cheia de termos técnicos e diagnósticos de farmácia, nunca vai alcançar. Entre um relatório de terapeuta e uma vela de sete dias com mel para 'adoçar' o bofe, eu fico com o mel, sem pensar duas vezes. No mínimo, a gente sai com a alma lavada e um perfume infinitamente melhor do que o de um consultório fechado. No fim das contas, a gente só quer que alguém nos diga que o amor está chegando — mesmo que ele venha a pé, de sandálias, e demore uma eternidade para tocar a campainha

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A vida, convenhamos, é um tédio retumbante se a gente não inventar uma moda

As pessoas andam por aí com uma insatisfação crônica, culpando o vizinho ou o último comercial de TV pela própria melancolia. E tome 'corrida do ouro': é o sapato da China, o carro do Afeganistão, o marido da Bósnia — desde que seja dos Bálcãs, por favor, que o exotismo está em alta. Nem Maslow ou Rogers, com todas as suas pirâmides e teorias, dariam conta desse nosso caos. Eu, por exemplo, já fui um verdadeiro cabide ditatorial. Entrava estação, saía estação, e lá estava eu: revista de moda debaixo do braço, corte de tecido na mão e uma costureira paciente à disposição. Fui platinado, ruivo, roxo, raspei a cabeça quando me deu na telha. Fui uma vitrine ambulante das minhas próprias angústias — e quem não é, meu bem? Teve a fase da revolta, claro. O piercing no nariz, que causou chiliques na população e o ódio mortal da minha mãe. Adorei cada segundo de 'descolada', até que todo mundo resolveu usar. Aí, perdi a paciência e tirei. Não suporto uniformes. Nos amores, nunca quis o óbvio. Enquanto as amigas buscavam o 'bonitão da vez', eu me perdia pelos inteligentes, os filósofos de boteco — esses sim, perigosíssimos. Os contadores de piada sempre me deram uma preguiça infinita. Já fiz a linha ascética, vivendo de água e bolacha para caber em uma calça Pantalona, e já me afoguei em açúcar só pelo prazer de estar insatisfeita. Somos vários personagens num corpo só, uma promiscuidade de identidades. Hoje? Hoje saio de jeans e camiseta. Mas não se engane: tem dias que acordo com vontade de ser fatal, de bota e lenço no pescoço, pronto para o crime. Dizem que quem é de tudo não é nada. Pois eu acho o contrário: passar pela vida sendo uma coisa só é de uma falta de imaginação atroz. Eu me invento, me transformo e me faço de novo a cada manhã. É exaustivo, eu sei. Mas é a única forma de não morrer de tédio

domingo, 31 de outubro de 2010

Manhã de sol....



Há dias que a gente levanta irremediavelmente exalando felicidade. Era mais ou menos sete horas da manhã, quando levantou. Tomou o seu de jejum e foi fazer a sua longa caminhada, com seu cachorro, entre algumas passadas e outra, corria. Como se fosse um atleta maratonista, ou então um desses homens que só se vê em novelas globais ou filmes hollywoodianos. Fazendo seu Cooper. Uma coisa estanha! Mas o dia estava tão lindo, o céu tão azul, que estava convidativo a tal proposta matinal.
Ele por sua vez, resolveu tirar a poeira do seu corpo, tomando aquele sol matinal irresistível, junto com seu cachorro. Que fazia uma festa de felicidade. Ele o cachorro parecia que estava mais em jubilo que seu dono. Um olhava para o outro sabendo o que os dois queriam dizer, enfim: sem mais nenhuma obrigação, aquele era o dia de aproveitarem apenas aquela caminhada e mais nada mesmo.
Ele exibia seu corpo esquio, busto alongado, braços longos delgados, com tatuagens a mostra, pernas bem torneadas embutidas em um short, de tecido fino e curto. O que realçava ainda mais aquela cor de cera que conquistara dentro de suas calças. Ela por sua vez, mostrava com clareza que aquele ser não era do dia.
Ouvia no seu aparelho de ouvido, melodias de Ernesto Nazareth, porque ele pensava que as notas musicais, acompanhavam tal desprendimento humano pelo absurdo, de se dar ao luxo de contemplar tamanha satisfação de um dia lindo. O que sempre achava perda de tempo e falta de prioridade na vida.
Foi andando meio desengonçado, meio sem saber como caminhava, depois o andar foi retornando ao ritmo, inspirou profundamente aquele ar matinal, que chegaram a causar alguns incômodos nos pulmões que variava entre o cinza e o preto, pela nicotina ingerida há anos.
Mas, isso, não o fez interromper o que estava disposto a fazer. Dar a sua caminhada matinal.
Aquela melódica sinfonia tocada no ouvido agora parecia cada vez, mais intensa e sua respiração mais ofegante, como se não se sabe o porquê, apenas tocava com mais intensidade e ele agora, que sempre usou um velho óculos, remendado com durex nas hastes, porque sempre achou que aquilo dava um ar de intelectualidade, e não de sovina, podia ver melhor. Como se as pupilas dilatassem e ele enxergava coisas que nunca podia ver.
Via do seu lado esquerdo, uma linda serra, que há tempos chamava de morro, podia ver o verde, e suas nuances de tom. A sua frente via uma rodovia, que ele passava todos os dias, mas para ele era apenas a rua. E ficava observando que tipo de pessoa transitava por lá. Que espécie de pessoa abandonava tamanha beleza para refugiar em outro canto que não fosse aquele. Podia agora sentir o cheiro das flores, do verde, do orvalhado nas arvores. Mais algumas passadas rápidas e um barulho. Que ele podia sentir, algumas pessoas, que caminhava por ali também puderam ouvir o barulho, como um estampido oco, nem um só grito.
As pessoas começaram a aproximar do barulho, e ele podia ver as pessoas, se aproximando e sem entender o que acontecia apenas observava inerte, o cachorro deitou e ficou parado ali, onde o barulho e o corpo deram espaço a murmuras.
O disse me disse era tanto, que ele não podia entender o que se passava, quando viu um clarão e depois o mais obscuro silêncio. Já não ouvia nada e muito menos mexia, não podia mais sentir os pelos daquele velho cão que o acompanhava e muito menos suas lambidas, sua festa, seu abanar de rabo quando chegava a casa. Nada, apenas um silêncio, nada podia ver, nem mesmo aquela senhora que usava uma roupa estampada, que no seu momento de caminhada, e segundos antes, havia lhe dado um sorriso e um bom dia. Coisas que marcam a vida das pessoas e sem o saber por quê. Mas compreendeu que nunca tinha dado um sorriso e muito menos um bom dia, se o tivesse feito, o fez há muito tempo, e que agora não mais recordava.
Não recordava mais de nada, nem da sua velha casa, com um tapete de crochete, feito por sua avó, que já estava desgastado nas bordas. Do café matinal, de um velho retrato de família. Nem se quer lembrava se tinha alguém o esperando, ou se fez alguém feliz um dia, como o sorriso dado pela senhora segundo antes do barulho e de tudo ter ficado escuro. Pensava rapidamente que sempre quis ouvir La Vie Rose, tocado a beira do rio Sena, mas não sabia se já tinha estado lá ou se pelo menos tivesse ouvido a musica. A única coisa que ele podia sentir, era um frio e uma cólera na alma.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

24 hoas? !



Dizem que o dia tem 24 horas. Um equívoco, obviamente. Para uma pessoa que se preze, o dia deveria ter a extensão de um fim de semana em Paris, e olhe lá. É que inventaram tantas obrigações — e todas com esse ar de "é para o seu bem" — que a vida virou um check-list de farmácia. Primeiro, o sono. Dizem que oito horas são sagradas. Já perdemos um terço da vida babando no travesseiro, o que é um tédio. Aí você acorda e, antes do primeiro café, já tem que estar em cima de uma esteira. Uma hora de caminhada para "circular o sangue". Francamente, se o sangue não circulasse sozinho, a gente não estaria viva. Depois vem o capítulo da mesa. Comer a cada duas horas? Isso não é dieta, é um compromisso social com o próprio estômago. E a mastigação? Cem vezes cada garfada. No terceiro pedaço de alface, a festa já acabou, o assunto morreu e você ainda está lá, mastigando como uma vaca sagrada na Índia. E as misturas milagrosas? É a taça de vinho pro coração, o suco verde pro fígado, a água (quatro litros, imagine o estado do banheiro!), a fibra, a maçã, a aspirina. Se você tomar tudo o que mandam, o resultado não é saúde, é um curto-circuito. No fim do dia, você não é uma pessoa saudável, você é um laboratório ambulante. Higiene bucal, então, virou um ritual religioso. Massagear gengiva, fio dental, bochecho... Quando você finalmente termina de cuidar dos dentes, já está na hora de sujá-los de novo no café da manhã do dia seguinte. E os amigos? Dizem que é preciso "regar" as amizades todos os dias. Mas quem tem tempo de regar alguém se a gente mal consegue se hidratar com os tais quatro litros de água? Se eu sumir, não é falta de afeto, é falta de agenda. A solução, claro, seria se trancar em um mosteiro tibetano no alto do Himalaia(tão mais reconfortante)ou a aceitação do caos. Porque, entre ler dois jornais, trabalhar oito horas, malhar e ser feliz, eu prefiro uma boa taça de champanhe — sem pensar nos polifenóis — e dormir apenas o tempo necessário para sonhar com um mundo onde o relógio não seja o nosso maior inimigo. Viver, afinal, dá um trabalho danado

Promessas e Outras Ficções



Prometer é um exercício de má educação. É fácil, não custa nada e, convenhamos, quase nunca se cumpre na ordem em que foi dito. Políticos prometem acabar com as especulações e nós, com essa mania cristã de acreditar no impossível, acabamos com um estoque enorme de descrédito. É um cansaço. E o amor? Ah, o amor e suas promessas de bangalôs. Tem gente que se agarra a qualquer fresta de luz, jurando que um dia o amor vai dar certo. Nem sempre dá, aceitem. E essas pessoas penam, coitadas. Vivem de promessas básicas: um anel, uma pulseira, um bracelete qualquer. Esperam a casa com varanda e flores na janela, e acham que a felicidade mora num bangalô — que nem precisa ser em Bali, pode ser em qualquer lugar, desde que seja "o" lugar. No fim, quem acreditou fica de mãos abanando, sem ganhar sequer um daqueles brindes de plástico que vinham nos chicletes de antigamente. Mas o que me irrita de verdade são as promessas de Ano Novo. Aquelas que a gente faz para si mesma e que morrem na primeira semana de janeiro. "Vou parar de fumar", eu digo, enquanto acendo o próximo. Se eu tivesse cumprido tudo o que prometi a mim mesma, minha casa de ex-votos seria maior que a Basílica de Aparecida. Hoje, prefiro o bom senso: se acontecer, ótimo. Se não, é porque não era para ser. Ponto. Não se sofre por palavra dita ao vento. E as secretárias? Entra ano, sai ano, e a gente se promete que a próxima será um "anjo da guarda". Bobagem. Elas nunca são o que a gente espera. Às vezes penso que seria melhor contratar uma secretária marroquina, ou de uma tribo bem distante, só para não ter que ouvir a frase "da próxima vez eu faço certo". Porque a gente sabe: não fará. Depois vêm os chefes com os aumentos que nunca chegam, as promoções que ficam no papel e aquelas pessoas distantes que juram que vão voltar. Tenho pavor de quem promete voltar; no fundo, a gente sabe que não é verdade. Dizem que sou chata, intolerante. Talvez eu seja. Mas quem não ficaria intolerante sendo deixada no topo do Himalaia, sem casaco e sem paraquedas? Sou o tipo de chata que insiste até conseguir o que quer. Para uns é chatice, para mim é eficiência. Um conselho: não prometa nada na beira de um caixão. O morto pode levar a sério e voltar para cobrar. E não perca tempo prometendo aos santos. Eles devem estar ocupadíssimos com as reformas celestiais e nunca me responderam nada. No fim, qual o valor de quem cumpre o que diz? É a satisfação garantida, artigo raríssimo. E para quem não cumpre? A minha mais absoluta ingratidão, devolvida com a mesma elegância de sempre

sábado, 9 de outubro de 2010

Dona Baratinha...




Era uma vez, uma barata, não como essas baratas nojentas e rastejantes que vivia no mundo. Essa era educada, alfabetizada em colégio de freiras, uma barata independente inteligente e lutava nas causas feministas e nas horas vagas era adjunta as causas humanitárias da ONU, adorava passear pela Faixa de Gaza. Mas, Dona Baratinha era muito trabalhadeira, gostava de manter sua casinha sempre limpa, arrumada e com flores nas janelas.
Um dia varrendo o sótão, encontrou uma ficha de inscrição para bolsa escola, mas como não tinha filhos não poderia receber tal beneficio.
Dona Baratinha pensou... Pensou e então resolveu que deveria arrumar um marido. Ficou tão feliz com a idéia que se pôs logo, a imaginar que indumentária usaria para conquistar tal inseto, menos peçonhento que ela.
Com esta bolsa escola, poderia reformar a casa e comprar roupas novas. Agora que estava com tal propósito em mente e elegante, e um bonito enxoval que havia bordado no seu tempo de colégio de freiras, partiu à tardinha, vestiu sua roupa mais bonita fez um belo penteado e foi para a janela esperar os pretendentes.

O primeiro a aparecer foi à cigarra, o jovem mais fino da cidade. A cigarra achou Dona Baratinha muito graciosa. Dona baratinha então perguntou:

Quer casar com Dona Baratinha tão bonitinha e com bolsa escola na caixinha?

Sim!! Disse a cigarra.

Mas Dona Baratinha tinha um sono muito leve e queria saber se a cigarra cantava tão alto.

Como é que você faz de noite? Perguntou Dona Baratinha.
A cigarra deu um agudo tão forte que Dona Baratinha o recusou. Com o seguinte argumento, credo com uma voz tão fina e com esta viola debaixo do braço, você parece mais uma bicha, com problema de hemorróidas.

Depois dele veio porco, o rouxinol (que estava mais pra cotovia), o sapo (que também teve que recusar), pois na primeira noite ele já queria lamber a sua xaninha, mas a língua era tão grande que poderia atravessá-la. Veio o jacaré, que só se defende pelo rabo, e etc.

Infelizmente todos eram muito barulhentos e indecentes, e não iam deixar D. Baratinha dormir. Logo ela que era muito recatada.

Já estava desistindo, quando apareceu D. Ratão muito elegante e charmoso.

Ela então resolveu tentar mais uma vez. Felizmente, D. Ratão tinha uma voz suave e a noite seu ronco era fraquinho: Qui, Qui, Qui...

Dona Baratinha ficou muito satisfeita com o pretendente e ficaram noivos.
Começaram os preparativos para o casamento.
Dona Baratinha toda agitada preparava um delicioso banquete para a festa do casamento e D. Ratão ajudava nos convites. Porém D. Ratão era muito safado e pediu à noiva que gostaria ter uma despedida de solteiro antes do casamento.
Dona Baratinha concordou. Então, Dom Ratão convidou seus amigos e foram para um puteiro.
Tudo já estava pronto, banquete, igreja e os convidados chegando.
Dona Baratinha elegante e feliz estava a caminho da Igreja, porém o noivo só pensava na putaria.
D. Ratão foi o primeiro a entrar no puteiro, e lá já encontrava o jegue trepadeiro, (que já estava com o seu pau enorme) só de ver a dança das mariposas, o sapo lingudo, o rouxinol, o porco e o Senhor cigarra com sua voz estridente.
Mas na afobação, Dom Ratão escorregou e caiu sentado na jeba do Jegue trepadeiro.
Dona Baratinha ansiosa esperava na igreja o noivo que não retornava.
Horas mais tarde, muito triste Dona Baratinha e alguns convidados decidiram ir até o puteiro onde acontecia a despedida de solteiro do noivo.
Logo descobriram o fim trágico do seu noivo e todos lamentaram muito.
O pobre Dom Ratão havia sido violentado pela jeba do Jegue trepadeiro, no qual ele gostou muito. O jegue por sua vez não se fez de rogado e correspondeu a tal interesse. E Dom ratão fugiu no lombo do Jegue, para Maimi.
A pobre Dona Baratinha chorou a noite inteira e desde aquele dia nunca mais pensou em se casar!
Na verdade Dona Baratinha virou uma garota de Streper, roda bolsinha nas horas vagas e leva uma lambida do sapo lingudo.
Quanto à bolsa escola, ela trocou o cupom, e resolveu andar de Louis Vitton.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Modos de homens...


Há muito tempo se discute sobre modos de homem e modos de mulher, o que é importante, pois com andar da carruagem, e da tecnologia avançada muita coisa saiu de moda, e outras coisas entraram pra fazer do nosso mundo um comportamento social e assim tornar um conceito pessoal.
Hoje vou falar um pouco dos homens, que andam perdendo sua compostura, para um mundo totalmente alienado.
Usando a frase da Glorinha Kalil: “Ninguém é Chic se não for civilizado!” a verdade é que não se fazem homens como antigamente.
Aquele cavalheiro, que espera alguém no portão, que pede licença ao entrar em casa, que desce a escada sempre na frente das mulheres, que quando está com alguém só esta com ela (ele).
Aquele que ascendo o seu cigarro puxa a cadeira pra você assentar, aquele que fala baixo. E no momento de uma raiva não briga e nem dá barracos na frente dos outros. (por isso já somos eretos, sapiens e civilizado, idade da pedra e tacape já não existe)
O homem, sempre será o esteio da companheira ou do companheiro, e isso é um fato. As mulheres sempre gostam de ter um ombro para chorar, um apoio quando estão erradas ou certas. (vale lembrar que certo ou errado é uma questão de enxergar)
Os homens devem ser mais complacentes, condescendestes, flexíveis, Chic e elegantes.
Os homens perderam algumas características para tornar “Fashonistas” e acaba tendo tanta coisa e fazendo uso de tantos acessórios, que ninguém mais define o que seja aquilo de fato.
Homens devem ter um guarda roupa quase único:
Camisa branca, camiseta branca, camisa Pólo colorida, e uma jaqueta. Gosto de apostar na camisa xadrez de lã, essas dão um look quando colocada com uma camiseta branca por baixo.
Devem ter um terno bege (prefiro areia) e um chumbo, uma calça social bege ou caqui.
Duas calças jeans, uma de corte tradicional reta e preferência azul marinho, e outra mais transada, estes novos modelos com designer de lavanderia são confortável e interessante.
Um conjunto de moleton de cor neutra, short e bermuda.
Uma sunga, cinto de lona, e de couro, gravata um sapato social (italiano) tênis, e uma sandália franciscana.
Bonés e chapéus para o sol.
Os cachecóis para o inverno são peças que não devem faltar, opte sempre pelo liso, um estampado prefira sempre os de lãs mescladas.
Mas por favor os lenços talibãs nem pensar, já que não resiste a isso prefira uma burca, podem não ser muito atraente mas com certeza ira chamar atenção de todos!

terça-feira, 5 de outubro de 2010


Um burro carregado de livros é um sábio! Será?

Um burro é apenas um burro, tem a sua inteligência adequada e adestrada aquilo que é proposto ao tal animal. Fico indignado quando chamam alguém de burro, até porque, para ser um burro precisa de muita paciência e sabedoria. Só porque o animalzinho empaca, não quer dizer que ele seja inábil em fazer alguma atividade.
Carregando livros, ele continua sendo um quadrúpede e fazendo a sua função, carregador! O que faz com tamanha primazia.
Depois de muito pensar, como seria um ser humano sábio, ele por sua vez não será menos que o burro que carrega livros.
Sabem por quê? Simples, quanto maior a sabedoria humana, mais será sua ignorância, e nem falo do conhecimento pragmático, mas sim do conhecimento cognitivo, conhecimento de vida, o social.
Pessoas que passam suas vidas entregues aos estudos são um sábio, mas transmitir tal sapiência, nem sempre vai ser fácil. A não ser que o grupo seja restrito e conhecedor de tal assunto.
Nestas horas vale sempre lembrar que Paulo Freire, já dizia: “Que todos têm sua cultura, e trazem essa bagagem para a sua vida e para sua necessidade de aprendizado”. Melhorar sempre é bom, mas para quem? Por quem? Ser o melhor do mundo é ótimo, mas ser o melhor e depois ficar com a cara de nada sabe? Que adianta? Bom seria se todos pudessem acompanhar tal desenvolvimento.
Mas voltando a historia do burro gosto de um amigo que me disse a seguinte frase: “pra mim burro é burro e o fato de estar carregando peso, ou seja, livros só demonstram ainda mais sua burrice... sábio seria se ele carregasse pasto para alimentar-se e continuar sua estada nesta terra tão burra quanto ele.”

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Paraseanismo


Para ensinar uma mulher a se comportar, Clarice Lispector.
Para ser bem hospedado, Ricardo e João.
Para diversão garantida Poliana e Vanessa.
Para festa de Peão, fugir para Varginha.
Para tocar violão, Claudio.
Para aulas de violão, segunda e quarta.
Para estresse, Ernesto Nazareth.
Para crise existencialista, Simone de Bouvoer.
Para primeira Dama, Danuza Leão.
Para prefeito, livros administrativos.
Para macarrão, água quente.
Para yakisoba, vinho de cereal.
Para fazer Yakisoba, Rodrigo.
Para boa companhia, Eduardo.
Para conversar sobre Marques de Sade, Alcântara.
Para amigos de todas as Horas, Claudio, Elida e Rodrigo.
Para café depois da academia, Claudio.
Para saudade, Maria Bethania.
Para fossa, Maysa.
Para as noites chatas, Ursos.
Para estar perto, abraço.
Para amor, beijo.
Para sexo, camisinha.
Para sábado de sol, bicicleta.
Para casamentos, Amélia e Flavia.
Para gente chata, Baygon.
Para almoço interminável, Sartre.
Para quem não quer ver, Kátia cega.
Para bom gosto, Luiz Lesser.
Para um cafezinho na correria do dia, cigarros.
Para ressaca, óculos de sol.
Para cara inchada, água fria.
Para quem se acha desconfiometro.
Para quem se perdeu, bussola.
Para quem quer se perder, jogar a bussola fora.
Para mais um na multidão, marca texto.
Para versáteis, passarela.
Para enrustidos, armário.
Para total flex, posto de gasolina.
Para ativos, quem dá primeiro.
Para passivos, virem ativos.
Para parecer mais nova, Avon.
Para tradição, escola de samba.
Para protocolo, museu.
Para tudo que vivemos cotidianos.
Para você que espera, janela e saudade!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010


Primeira história
O sapo Liu-Liu tinha muita pena de seu cu. Olhando só pro chão! Coitado! Coitado do cu do sapo Liu-Liu! Então ele pensou assim: Vou fazer de tudo pra que um rainho de Sol entre nele, coitadinho! Mas não sabia como fazer isso. Conversando um dia com a minhoca Léa, contou tudo pra ela. Mas Léa também não sabia nada de cu. Vivia procurando o seu e não achava.
- Tá bem, vá, então cê não tem esse problema, disse Liu-Liu.
- Mas não fica bravo, Liu-Liu, eu vou me informar. Vou saber
como você pode fazer pra que um rainho de sol entre no teu fiu-fiu.
- Que beleza, Léa! Fiu-fiu é um nome muito bonito e original!
- Não seja bobo, Liu, todo mundo sabe que cu se chama fiufiu.
- Ah, é? Pois eu não sabia.
Então Léa viajou pra encontrar a coruja Fofina que tinha fama de sabida. Fofina pensou pensou pensou, abriu velhos livros, consultou manuscritos, enquanto Léa dormia toda enrolada.
- Acorda, Léa! Achei! disse Fofina.
A minhoca Léa ficou toda retesada de susto.
- Relaxa, relaxa! disse Fofina.
- Olha, Léa, Liu-Liu tem que aprender uma lição lá na Índia – disse Fofina.
- Eu tenho medo de índio, disse a minhoca Léa.
- Não seja idiota, Índia é uma terra que fica longe daqui.
- Ah, então tá bom, disse Léa.
- Olha, Léa, lá na Índia eles se torcem tanto que engolem o próprio cu.
- Credo! E como é que o cu sai?
Bem, isso é outra história que eu tenho que estudar, mas o Liu- Liu tem que ficar com a cabeça pra baixo, e as pernas de trás pra cima. Assim
Fofina ficou vermelha como um peru e não consegiu mostrar o exercício pra minhoca Léa, mas Léa entendeu, e foi ventando contar tudo a Liu-Liu. demorou três dias, mas chegou. Foram meses muito difíceis para o sapo Liu-Liu, Mas toda a sapaiada ficou torcendo pra ele. E quando o primeiro rainho de sol entrou no fiu-fiu de Liu-Liu foi aquela choradeira de alegria. E o país do Cu-quente, onde mora o Liu, desde então é uma festa! Do dia ao poente!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Um Castelo para o reino do Cangereyork!


E cangereyork precisa de que? De nada. Afinal um local onde tudo esta virando conto de fadas, agora ainda temos que presenciar mais algumas loucuras...
Em época de eleição os novos políticos em ascensão prometem coisas absurdas, que na maioria das vezes nuca fazem, nem durante a campanha e muito menos quando estão no poder.
Mas voltando ao Reino de Cangereyork, aqui ainda falta muita coisa, a cidade pelo visto ainda não tomou os rumos da emancipação política, a visão que aqui temos é a mesma de nossos ancestrais cafeicultores, que hoje com a modernidade alugam maquinário para a colheita, esquecendo assim dos pobres mortais que depende disso para sobreviver.
E a administração preocupa apenas em melhorar as estradas para que este produto saia das grandes fazendas e mais nada.
Deveriam se preocupar com indústrias, propostas para novas empresas elaborar projetos para o desenvolvimento do município e para o crescimento da população em geral.
Deveriam se preocupar com a educação, com novos projetos escolares e com uma extensão da sala de aula para as ruas e para casa destes educandos. No que se vê o trabalho social aplicado aqui só funciona mesmo dentro do departamento, porque fora é uma guerra de alunos entre bairros. (isso é falta de educação)
Cangereyork esta longe de ser uma promessa cultural em desenvolvimento, até porque a cultura adquirida é fraca, a única coisa que as famílias pensam é dos vales da vida e das bolsas que estes alunos recebem para estudar.
Que deveria ser aplicada também em uma extensão dentro de casa. Mas como não tiveram um trabalho de base nas classes sociais do município o que sobra são apenas as promessas infundadas dos nossos administradores.
Que agora por sua vez, vai apoiar o Deputado Edmar Moreira, que tem um inquérito 2584, por crimes contra o patrimônio, e apropriação indébita previdenciária.
Se vocês não lembram, este Edmar Moreira foi o que construiu um castelo nas imediações de São João Nepomuceno, que tem 7.500 metros quadrados de área construída (maior que o Castelo de Neuschwanstein, nos Alpes da Baviera, que inspirou o castelo da Cinderela de Walt Disney), 32 suítes, dezoito salas, oito torres, 275 janelas, uma piscina com cascata, fontes e espelhos d'água.
Fica no distrito de Carlos Alves, vilarejo de pouco mais de 1.000 habitantes e 300 casas, no município de São João Nepomuceno, a 70 quilômetros de Juiz de Fora.
O castelo de Edmar e Júlia nasceu de um desejo dela. A mulher do deputado ficou enciumada quando um irmão de Edmar, Elmar, comprou a fazenda mais bonita da região. "Se eles têm a melhor fazenda, então eu quero um castelo", teria dito. O "capitão Edmar", como é conhecido, não poupou esforços e criatividade para superar o irmão. Estima-se que, em doze anos de obras, a construção tenha consumido 10 milhões de reais – mais do que o preço de muitos castelos de verdade no interior da França. Agora, pronto em todo seu esplendor, o palácio serve de casa de campo para o casal passar os fins de semana e receber eventuais convidados.
Bom, se depois de tudo isso, ainda não se convenceram que este homem não serve para ser deputado nem aqui Enem em lugar algum, fale ressaltar uma frase de Danuza leão que acho que seria importante: “Castelos não se constroem se herdam, e mesmo assim com mais de 450 anos de construção e todos da família com Brasão”!
Agora se vamos pensar e raciocinar, o que o municipio de Cangereyork precisa é de um bom trabalho de desenvolvimento político tanto por parte dos administradores como pela população geral. Precisa de emprego e saúde e educação e cultura.
E não novos castelos, imitações baratas da Walt Disney, borralho já temos os montes, e borralheiras também, mas ninguém vai ser fada madrinha e vai transformar aboboras em carruagens e ratos em cavalos.
Então por favor, esqueçam os contos de fadas, e voltem para a realidade o Brasil precisa de dignidade e políticos sérios, e Cangereyork de comprometimento!

domingo, 15 de agosto de 2010

surtos....


Todo mundo surta, o mundo surta, sempre achei patético a cena de ficar na cozinha sozinho assentado fumando um cigarro. Deprimente? Ao extremo, mas meu fim de semana foi mais para esta cena de filme C, dirigido por Mike Newell... Tinha cara de Sorriso de Mona Lisa.
Com uma pitada claro, de novela mexicana... Mais para Maria do Bairro! Totalmente de cortar os pulsos.
Descobri que a banheira também serve para cama, e ai podemos revezar entre os vômitos jorrado no vaso e a banheira, tudo muito mais pratico.
E o engraçado, é que a maiorias do seres vivos odeiam vomitar, eu por minha vez entre este revezamento, fiquei pensando o quanto é horrível se sentir mal, mas nestas horas brigar com quem? Ninguém, só comigo, afinal quem manda deixar levar por momentos raivosos?
E a cada vomito que vinha, eu expurgava a minha raiva do mundo e a minha raiva desta cabeça tão temperamental.
Pensava em tudo, pensava em como fico ainda indignado com as pessoas, e por quê? Por nada, afinal passar mal é isso, na verdade uma grande raiva do mundo acumulado em um corpo de 1,75cm, e com uma cabeça que parece pesar mais de uma tonelada, ou como se tivesse sido pisoteada por algum elefante em ordem de batalha.
Mas isso tudo depois de horas e morrendo de enxaqueca, toma-se um plasil na veia e um calmante... Pode não ser a melhor coisa, mas é como se tivesse usado uma droga ilícita e o mundo fosse rosa, depois amarelo depois com bolas coloridas e em seguida apagamos.
E como se não bastasse ainda nos sobra uma entrevista na radio local no dia seguinte, para falar de um assunto que mais domino cultura e comportamento humano... E alguém tem condição de fazer tal coisa, quando se esta em frangalhos? Não mesmo, mas a vida continua uma caminhada pela manha para recompor o organismo, água muita água (litros de preferência)
Depois uma festa, uma bomba, a festa ainda vem acompanhada com alguém que você não suporta, nem se estivesse a Km de distancia, neste caso era real e estava próximo demais, gritando demais e querendo aparecer a qualquer custo. O que acontece nestas horas?
Ir para casa e ai a memória da banheira que já é cama, e do vaso que é seu confidente, e expurga ainda mais a raiva do ser humano... Não a corpo que resista a tanto expurgo desta forma.
Mas ninguém consegue ser bom demais para não passar por momentos tão turbulentos, os meus passam de turbulências e viram um tsunami e devasta tudo, até os meus pensamentos.
E para completar o meu domingo e meu fim do dia, fui raptado por uns amigos para ajudar na arrumação do sitio. Isso porque eles não me agüentavam ver trancado em casa e expurgando a raiva do mundo. Funcionou-se não sei só sei que agora vou expurgar por uma semana a limpeza no sitio... E assim continua a vida!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Reminiscência de vida.


Ele se dirigiu até o quarto em passos lentos olhou ao redor e viu apenas aquela velha cadeira feita por seu avô, e viu em cima da penteadeira aquele encanecido baú, que não dava importância há anos.
Aquele velho baú se tornou um grande deposito de coisas e emaranhados, e percebeu que naquele velho baú, antes das coisas que estava lá acumular tinha um agüentar. Mas por medo ou vaidade se recusava terminantemente em abri-lo.
Sofrendo pela sua precariedade de vontade e por falta de amor a ele e aquilo que depositará lá, estremeceu em suas angustias e remoeu o seu passado.
Ficou hirto, em suas entranhas sentiu aquele embuste, um aborrecer que o fez ficar horas contemplativo.
Criou certa coragem e pegou aquela caixa, que não apenas acumulara coisas, mas também uma camada de pó.
A pequena caixa tinha seus 25 cm de altura por 50 cm de largura, seu madeiramento era de sucupira, talhado com suas iniciais. Ganhara no seu aniversario de nono ano, para ater ali suas memórias quando tornasse um grande homem.
Com adiantar-se da idade, e com a afobação da vida, ele apenas colocou as coisas que foram boas e tiveram um significado impar na sua história, pessoas que só teria visto apenas uma única vez, livros que teria lido mais de uma vez, recortes de jornais que trazia algo marcante naqueles anos passados, os amores conquistados e fotografias... As fotografias de família ele guardara todas justa posta, atada com um uma tira de cetim marrom, para diferenciar das fotografias do seu grande amor, essas foram atadas em barbantes, junto com as cartas que nunca tivera coragem de enviar. Um caderno onde escrevia suas memórias. O caderno era verde de aparência dura, a abertura era um desenho de um ipê amarelo, que existia na fazenda de seu avô, que ele mesmo tinha desenhado por observação, em letras cursivas bordadas de nanquim escrito: “Meus Pensamentos”. Já haviam vendido a fazenda e todos os sonhos que pensara embaixo daquela arvore.
Dentro daquele guardado, tinha uma mantilha, fora da sua bisavó, junto com o missal escrito em latim. Uma fita cassete de Dalva de Oliveira, que pegara de sua mãe, porque gostava do canto entristecido, da nostálgica voz, e das letras sofridas de um amor nunca existente e bandido.
O convite de casamento de uma amiga, que não compareceu, por motivos besta, um convite simples, branco, amarelado atualmente pelo tempo de guardado, com letras em dourado.
A vela da Primeira Eucaristia, ainda com o decalque do Cálice Sagrado. O terço que aprendera a manusear nas contas suas orações.
Depois uns recortes sem sentido, algumas contas pagas, recibos canetas, contas de água, luz e telefone. Uma folhinha do sagrado coração de Jesus e mais algumas mensagens.
Seus olhos começaram a lacrimejar, rapidamente lembrava-se de tudo aquilo, com uma sensibilidade incrível, como se aquele velho baú fosse a Caixa de Pandora, libertando todos os segredos entre o bem e o mal. Sobrando apenas a esperança.
Passou a mão sobre a caixa... Sentiu a repugnância da poeira entre os dedos e a palma da mão. Abriu lentamente e foi retirando tudo que lá estava, e cada guardado tirado passava uma imagem de quando e como aquilo foi parar lá. Foram tantas coisas depuradas que dos olhos marejados, vertia se agora uma inundação de água, que não podia mais se conter em soluços e lagrimar e murmuras. Sobrando apenas, as fotografias e as cartas de amor que nuca enviara para o seu destinatário amarradas a um barbante.
Quando deu se por si, as lagrimas tinha tomado conta a um grande sorriso, uma caixa vazia e uma inundação de júbilos.
Porque a única coisa que sobrara de tantos guardados era a sua reminiscência de vida.

domingo, 18 de julho de 2010

E quando a esperança vai embora?



E quando em um determinado momento, a gente acaba por acreditar que tudo poderia ter dado certo?
E quando fazemos planos mirabolantes, engraçados. E no nosso devaneio e por questões de horas tudo acaba!
Mas isso é quase sempre uma regra maldita, o que chamamos de vida real!
Sempre tem alguém ou alguma coisa que te puxa para a realidade, fazendo você ficar totalmente sem noção de tempo e espaço.
Neste momento a dica é: cortar os pulsos, tirar a roupa e sair pelado pela rua gritando e maldizendo tudo o que não foi profetizado. (correndo um serio risco, de ser preso por atentado ao pudor). E quanto ao seu pudor, ninguém será preso? Ninguém ira impedir que por mais um momento a sua esperança foi embora?
Isso deveria ser claro na nossa constituição, parágrafo único, ou artigo 1º;

“NINGUEM OU QUALQUER COISA, PODERA TIRAR A SUA ESPERANÇA!
CABENDO A PENA DE RECLUSÃO OU PAGAMENTO AO INDIVIDUO QUE SOFRER TAL PROCEDIMENTO, OU RETALHAÇÃO DA MESMA!”

O ser humano que perde a esperança perde tudo! Perde o viço, alegria de viver, a espontaneidade e a criatividade.
Na verdade o que move o mundo é ideal, e quanto “mais” melhor. E o ideal não é esperança?
Sejamos práticos, o Titanic, por exemplo, seu ideal era chegar à Nova York, e por pura falta de sorte, ele colide com o um Iceberg. A esperança era que todos chegassem à Nova York.
Mas o ideal do Iceberg era justamente colidir com o navio. Ainda bem que foi quebrado, porque senão eu mesmo iria derretê-lo, nem que fosse com um maçarico.
Todo ser humano deveria ter muitos ideais, e sufocar em acréscimos.
Não seriam tão ruins assim, afinal acréscimos também são esperanças.
A esperança que iremos levantar, e o dia serão mais do que bom, será maravilhoso.
A esperança que poderemos andar pelas ruas sem sermos, assaltados ou simplesmente abordado com uma arma em punho.
A esperança de já nascermos com o conhecimento pronto, e cada um naquilo que mais gosta de fazer (realizar na vida financeira também)
Isto é, a esperança é o que eu tenho que passar a viver, e não apenas me prometer.
Esta é a grande diferença, o que fica torna esperança e o que vai embora não agrega nem a nada e nem a ninguém. E nos só podemos nos agregar ao que desconhecemos, porque o que já sabemos e vivemos já não é mais esperança! É apenas a vida real!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Só um tapinha não dói....



E quem disse que dói? Às vezes no amor é assim, uns acabam a relação apenas com uma carta, (em dias atuais por email. Ou MSN), e ai o que ficou sem entender, escreve um texto para mostrar o quanto é superior, no que o que terminou responde sem muita coerência, e depois vem a treplica. Este deu um tapa com luvas de pelica, e não feriu ninguém.
E a Argentina aprova a união estável de casamento gay, enquanto Antonio Anastásia pede seriedade no caso Eliza Samudi. E acaba esquecendo-se dos professores que estão se matando em sala de aula porque infelizmente, neste caso ele não pode pedir seriedade, pois não tem nem comprometimento.
Na verdade o Senhor governador quer mesmo crianças sem educação.
Enquanto o congresso vem preocupado com o divorcio, e diga se de passagem, já que vai casar porque pensar em separar? Mas como eles mesmos dizem: Para viabilizar e desafogar os casos de separação no país.
Acabam por esquecer, que destes casamentos nascem crianças, que por sua vez vão crescer revoltados.
E ai vai para o congresso que pai e mãe não têm direito mais o direito de corrigi-los quando estão errados.
Como diria a minha avó: “O que cura birra de criança é tamanco português”!
Sou a favor da correção com umas palmadas e castigo, e nem vem com este papo furado de quem ama educa. Quem pariu Matheus que o embale e sabe o fardo que vai carregar.
Quem criou esta lei estava pensando em qual psicologia? A Freudiana? Porque se foi hoje vemos coisas absurdas em relação à agressão sexual cometido por adultos que foram crianças um dia.
E nem me venham os sociólogos xiitas que defendem a velha filosofia, de: “veja bem a condição social”. Conheço muita gente que saiu do morro e de periferia e deu certo na vida.
Tenho certeza que os pais alem de amor deram umas boas palmadas.
Na verdade a nossa constituição e o estatuto do menor e do adolescente, esta mesmo querendo criar grandes heróis.
No qual não sou a favor do espancamento, e agressões piores que envolva crianças, e também penso que pessoas que não tem condições emocionais para estar junto com crianças nem deveriam tentar ter filhos, adotar, e participar da vida social deste ser.
Como sempre digo o que adianta criar leis se não se tem seriedade para colocar em pratica?
E quem nunca levou umas palmadas quando criança?
E como diria a musica: “Saiba! Todo mundo foi neném, Einstein, Freud e Platão, também. Hitler, Bush e Saddam Hussein...
Saiba!Todo mundo teve pai,Quem já foi e quem ainda vai,Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé... Vera Lúcia Sant`Anna Gomes, Rodrigo Fernandes, Guilherme de Pádua,Paula Thomaz,Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Suzane Richthofen, Daniel, Cristian e goleiro Bruno.

quarta-feira, 14 de julho de 2010



Para: Mery...Tania...Lucia...Bethe...Denise!

"As avencas estão lindas, mas o dias floridos são mais belos!"

Domingo no Parque!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pintar com palavras...


Ler me causa prazer... Leio de tudo, de propaganda a jornal velho, de clássicos literários a revistinha gibis.
Acho que leio e escrevo por ter um grau de dislexia, nada muito grave, mas que acabou me levando a ter outro dom que é a minha parte motora pelo desenho. Que também não o faço muito bem.
Mas o que mais aprendi com isso, foi a criticar, no entanto não se aprende.
Não sei ao certo, mas consigo visualizar e codificar de forma rápida um texto, e também consigo de forma interessante juntar um ao outro e dar uma conotação do que dois textos distintos querem nos dizer. Não me perguntem como o faço, só sei que faço.
Mas ser critico-me da um prazer maior do que o prazer em ler, a forma em que movimento os meus braços, e imponho meu discurso faz parecer uma grande cena de teatro. Onde todos já ficam esperando a deixa, para ver onde os meus olhos estão direcionados para começar a falar sobre tal assunto ou pessoa.
Isso me diverte, nunca me chateia, acho engraçado, porque defendo a minha opinião única, embasado naquilo onde não penso e nem vivencio.
Fico imaginando sempre duas visões para os relatos... Também não sei como consigo, mas o faço dignamente, sempre acho que uma garrafa de coca cola vazia e uma garrafa de coco cola cheia de água com flores dentro ganha uma nova visão, a única que poderia ser. A de uma jarra.
Às vezes leio coisas tão peculiares, simples sem grande importância e transformo aquilo em uma grande obra literária, isso porque o que se escreve tento transformar em uma grande pintura plástica, em um grande cenário de ilusões. São de pequenos e insignificantes textos que na verdade acha uma grande obra.
Como em textos complexos demais, com palavras eruditas (que minha dislexia não compreende) piora o texto que ali leio, porque ele não tem um significado próprio e nem uma característica de quem escreve.
Triste para quem escreve, essa falta de oportunidade de identificar naquilo que escreve pessoas assim está fadada a serem sempre mal compreendidas e interpretadas.
Então quando for escrever algo lembre, escreva como se estivesse pintando com palavras, agrade seus olhos e os meus, porque nunca precisarei criticar uma obra... Ela apenas por si só será uma obra!

domingo, 11 de julho de 2010

Amor em pedaços


Quando acaba o amor, acaba tudo. O mundo nos parece um abacaxi, feio e totalmente cascudo com aquela grande coroa de espinhos.
A melhor coisa que fazemos nestas horas e descontar em coisas que nos leve a sentir prazer e para isso só mesmo achando a vida um doce.
Então pegue 1 abacaxi amassado e cru;
Desconte toda sua raiva pelo que passou, com o amor em questão e amasse bastante, vale xingar mal toda a sua arvore genealógica, porque as panelas não falam nestas horas.
Depois, de sofrido todo o amargor da perda pegue ½ k de açúcar; para lembrar os melhores momentos que passaram juntos, dos sonhos que construíram dos que ainda estavam por vir, lembre das viagens em que vocês fizeram e aproveitaram a cada momento.
1 colher de manteiga; para não ficar apenas no doce e enjoativo sentimento da perda e das lembranças, e lembre o tanto que você ou ele (a) foram escorregadios e tentaram fugir um do outro. E coroe este momento com 1 coco ralado e 6 ovos;
Misturar tudo e levar ao fogo, e lembre todo momento quando a relação era quente e tinha todo calor humano que deve ter entre duas pessoas que realmente se gostam, mexa até soltar da panela, afinal quando o doce estiver pronto você lembrara como eram unidos e gostavam de fazer tudo junto.
Depois, do doce pronto, pegue 3 xícaras de farinha de trigo, e coloque em um recipiente onde possa expurgar toda a sua raiva novamente, quando lembrar que você foi trocado ou que simplesmente o amor acabou sem mesmo saber como começou. Novamente pegue 1 xícara de açúcar;mas agora não mais para lembrar o que passaram, mas sim o quanto foi feliz naquele momento, só você e suas realizações, o quanto fez o bem para aquela pessoa que da noite para o dia acaba lhe abandonando.
2 a 3 ovos; e 1 colher de manteiga; 1 colher de pó - Royal; e amasse novamente, e nada de descontar suas raiva na massa, lembre que o amor é próprio e não dividido. Amasse, faça força para se sentir forte e dar a volta por cima. Lembre o quanto é especial e que agora vai ter que começar tudo de novo.
Tudo amassado divida a massa em duas partes, para lembrar que o amor tem que ser dividido. A mesma proporção para um e outro, em uma relação ninguém ama demais ou de menos, ma o mesmo tanto.
1º forre o tabuleiro, com uma parte da massa, abra bem fina. Recheie com o doce de abacaxi que é todo o amor perdido, cubra com o restante da massa, que é o amor renovado pelo menos o seu, sua auto-estima seus conhecimentos e seu poder de conquista, aprenda com o velho amor. Leve em forno brando; cortar em quadradinhos e sirva em uma bandeja de vidro.
E chore o tempo que for necessário para esquecer este amor em pedaços.

terça-feira, 6 de julho de 2010

tricortando



Tricortando minhas historias, gostaria de brincar de ser feliz, pintar o meu nariz...
Levantar meu estandarte, eleger alguém para fazer as minhas graças e ser metido como sempre fui... Metido no momento certo de me meter nas coisas.
Ser o bobo que sempre fui. O bobo que para e fica analisando e pensando, e não tentando me fazer esperto, e achar que sei tudo sem observar.
O tricô é uma arte feita em duas agulhas que costura com cada nó uma trama, e esta trama se transforma em um monte de emaranhado, pontos que se transforma em uma blusa, um cachecol, uma coberta... Que poderia também ser feitas de retalhos ou fuxicos, como as das Senhoras da casa grande.
A casa onde corria quando pequeno, fazia bolo de barro na horta, e me banhava em uma banheira de louça aos xingos daquela senhora.
Desmascaro-me a cada pensamento, vejo o que não fui, mas me remeto ao que ainda posso ser.
Aquele beijo roubado... Tirou-me o fôlego, mas o perdi em algum 422, mas posso dizer que fui um bom ladrão, não capturei o seu corpo, mas sim a sua essência. Não furtei mais seus beijos, mas consegui fazer parte do mundo besta.
Mas roubei suas mãos... Roubei a imagem da menina de Paquetá, andando de bicicleta na chuva. Roubei brigadeiros de colher da festa da minha amiga.
Tomei um chá pra curar a azia que os prédios me causavam, quando o sol invadia todos os meus poros.
Ponho meus óculos antigos, para me mostrar e não para aparecer, sou meu próprio cartão de visita, escrito em letras garrafais, com luz de neon sou a musica de Milton.
Sou aquele cigarro fumado na hora do gozo, sou meu próprio personagem onde não penso.
Sou a literatura de Hilda Hilts, quando estou dormindo em pé, quando o dia é qualquer, quando jogo meus búzios ao alem, e ofereço a minhas orações a Deus!
Tricortar é isso, um grande emaranhado de coisas que nem mesmo sabemos, o sentido de tudo isso!

terça-feira, 18 de maio de 2010

O andar nos causa tédio quando aprendemos a voar... 1988 o ano que fizemos contato...


Deveria ter entre meus 15 para 16 anos, quando o mundo se revelou de uma forma intrigante para mim, foi quando comecei a prestar atenção nos fatos e acontecimentos.
Ano que já não era mais uma criança e muito menos um adulto, já estava cursando a 8ª serie do colegial. Era como todo adolescente, mas não um adolescente comum. Destes, que se aborrecem com o mundo se trancafia em um quarto, que quer aprender falar inglês porque estava na moda (sempre fui muito brasileiro para estas coisas).
Ou simplesmente queria participar dos bailinhos feitos na casa de colegas porque ainda não podíamos sair à noite.
Enquanto pensavam nestas coisas, eu voava...
Campos Gerias se revelava, uma cidade conectada, cheio de festas, esperávamos o ano todo pela festa do Ancião na Vila Vicentina, geralmente éramos mais famosos que atores de televisão, apresentávamos todas as noites nesta quermesse, cada dia uma apresentação diferente!
A festa da padroeira da cidade era também em julho então ao termino de uma festa os atores mirins iam para outra festa se apresentar sem descanso ou momento para ensaios. (era tudo tão lindo e mágico que a gente não tinha noção da grandiosidade daquilo)
Neste período enquanto os meus colegas iam para os bailinhos na casa da Roberta, eu ficava em casa ensaiando meus passos frente ao espelho, enquanto comentavam o que fizeram no fim de semana ou como haviam saído na prova da escola, eu ficava no canto lendo Nelson Rodrigues, (o que escandalizava minha mãe) mas a verdade é que sempre detestei a coleção vaga lume, Machado de Assis. Enquanto tínhamos que ler capitães de areia para fazer a ficha literária, eu já estava terminando a coleção de Jorge Amado, e maravilhava com a literatura de Os Anarquistas Graças a Deus de Zélia Gattai. Meu primo fazia um evento no clube ARC, um clube que era apenas freqüentado pela sociedade camposgeraensse, o Festival da Poesia, era muito interessante.
Eu, e um amigo, sentávamos na janela de sua casa, mas não era uma janela comum, era a janela que nos conectava com o mundo, onde criamos nossos sonhos e planos. Onde se via o por do sol (eu odiava e ainda odeio o por do sol, detesto essa hora nem barro nem tijolo. Alguém uma vez disse que é a hora que Deus cochila, acho que é verdade)
Eu, menino nem moço, nem homem nem mulher, já viajava sozinho, por ter credibilidade com minha mãe. Enquanto meus colegas assistiam sessão da tarde, o filme: E.T(hj posso definir que eles se identificavam com o filme) eu já tinha visto, A ultima paixão de Cristo, o Ultimo Imperador (ganhador do Oscar) e o filme polemico para época Camille Claudel. Apaixonei-me pela arte.
E pelo mundo do figurino e da indumentária, quando vi Clodovil Hernandes, na teve mulher- ali percebi que era tudo aquilo que ele era e poderia ser.
Foi neste mesmo ano que Ulysses Guimarães, disse “Viva a vida que ela vai defender e semear!” dizendo a respeito da nova constituição (mal sabia ele que ela teria emendas, retalhos e falcatruas)
E na cidade de Campos Gerias vivíamos a política medica o prefeito Dr. Salvador de Mesquita. (bom? Não sei opinar, ainda ficava voando no mundo das artes)
Aos domingos era sagrado ver Silvio Santos com show de calouros, e acabava ele apresentando o programa de misses, neste ano a Miss Brasil foi Isabel Cristina Beduschi.
Foi o ano da morte de Chico Mendes, que lutava pelas terras e a não exploração da amazonia.
E o nosso dinheiro era o cruzado, o melhor que tudo tinha um preço pela manha outro na parte da tarde e a noite isso multiplicava.
Todos ouviam Roxette, Guns N Roses, Angélica com o seu hit vou de taxi, eu ouvia Marisa Monte, aquela mulher cabeluda com voz de opera, cantando Bem que se quis, Milton Nascimento e Dalva de Oliveira( um suplicio para minha mãe) e desespero para os vizinhos.
Foi a primeira vez que assisti a uma peça de teatro pensante, sem aquelas coisas infantis no meio. Vi a montagem de Brecht feita por Caca Rosset.
Neste período já sabia o que era maconha, (experimentado também) já tinha feito sexo com meninas e meninos. Com as meninas achava que era o Axell Rose, da banda Guns e com os meninos achava que era Madonna.
Alguns colegas eram apaixonados na Patrícia ferreira de Souza, (um dos ícones na cidade) outros na Soraia do Ricardo (também um ícone) (as pessoas no interior colocavam o nome do pai como referencia) eu também tive minha paixão por ela, mas viramos amigos e ótimos- claro!
Tudo acontecia nesta pequena cidade do interior, mas o mundo me fazia sempre olhar para fora.
Todos preocupavam com os estudos, eu me preocupava exclusivamente com a vida social, e poder participar de tudo aquilo.
Podia se ver na praça a formação do calçadão e as pessoas curtindo a noite por lá.
Podia escutar no bar do jiló a melhor musica ao vivo, depois ir para o casarão, o bar da tia lu, estas coisas todas- e principalmente depois ficar mal visto na cidade, por não ter idade para participar de tudo aquilo. Mas eu com a minha cabeça cheia de sonhos e questionamentos não poderia ficar de fora e nunca deixar de fazer o contato com o mundo, onde aprende tudo, as coisas que são boas e as que não são boas. E eu participei da ideologia de cazuza ( hoje não o vejo como um profeta) as caras e bocas de Madonna, o bom dia amiguinhos já estou aqui da Xuxa, a voz sedutora de Tracy Chapman, e chorei com a metade do mundo e com o tigre de Seul! No ano de 1988.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pretensão




Andando sem pretensão alguma pela rua, somente sentindo o sol da manha, comecei a sentir o bater da brisa no rosto como se fosse uma benção divina, neste momento esqueci por completo a minha existência quanto humano e passei a fazer parte deste contexto entre o sol e a brisa.
É como se meu corpo já não existisse, naquele momento, era eu e a bondade de Deus.
Quando comecei a perceber cada casa, cada recorte de das nuvens as pessoas e... Um toc toc muito leve e suave, como se fosse a percussão de algum tambor indígena, foi quando este toc toc começou a aumentar e me fazer lembrar dos poema de Cecília Meireles: “A canção dos tamanquinhos”, por mais que aquele barulho rapidinho me irritasse profundamente, no fundo bem lá no fundo o poema me fez voltar a infância. Uma infância ingênua e engraçada, que corríamos na rua, jogava bolinhas de gude, tocava campainha da casa das pessoas e saia correndo.
O toc toc ligeirinho da minha mãe chegando em casa, para o almoço, da minha avó arrumando para ir as missas dominicais, pela manhã.
O toc toc vai ficando forte e irritantemente constante como batidas fortes de alguém que esta mais apressada, e que perde o seu tempo para chegar a algum lugar com muita exigência! E, esquece de apreciar aquilo que naquele momento era importante para mim, e que estava perdendo o seu valor por causa deste barulho chato: toc toc toc toc toc toc!
Neste momento criei uma inveja do sol, que aquece e ao mesmo tempo tão distante. Fiquei com ciúmes do céu e das nuvens que estava tão perto dele, dos pássaros que podiam abrir suas asas para alçar vôos pela brisa que naquele instante era minha!
Sem saber aonde chegar, andei, andei muito e rápido para que aquele barulho não me perturbasse tanto. E procurando a paz dos meus ouvidos somente para sentir aquele momento único do prazer Divino, me sentir por um só instante o Divino, por ser sua imagem e semelhança.
Quando me deparo com zum zum zum, brum brum brum, era uma onomatopéia de sensações e sentidos.
Foi ai que percebi que Deus, quis e mostrar que tudo aquilo que no momento estava me atrapalhando, também passava e observava. Tornando-me condescendente com o mundo, largando o meu lado egoísta e vendo tamanha pretensão a minha de querer ser parecido com Deus e ao mesmo tempo ter o dom divino de reger as coisas ao meu modo.
E o sol? Este continuou a brilhar forte e aquecer, a brisa? Continuou ventar fria e a tocar nas pessoas.
E eu? Continuei com ciúmes do céu e dos pássaros!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Festas...





E ai, como sobreviver a uma festa? Não sei, nunca opinei por estes assuntos seja ela qual for. Das temáticas a rega-bofe, festas sempre foi uma grande tortura tanto para quem recepciona como para quem é recepcionado.
Uma grande festa para ter o seu valor sucesso, seria assim:
Você, somente, e quando digo somente é sozinho mesmo. Um cantor que tenha uma voz doce, nem muito grave nem muito agudo, apenas uma voz macia e aveludada. Que cante baixo e faça a gente ter vontade de ter muitos convidados- mas como convidados quase nunca sabem se portar nestas horas então melhor sozinho!
Bom! A bebida a melhor possível, vinho se for uma musica clássica, mas como minha festa tem que ser regada de samba então choop ou cerveja (caipirinha) nunca dispenso. Depois os comes para um bom sambinha a comida de boteco (saudade do Rio, e da festa da Mãe do Luis) e da comida da tia Lucy comida de boteco mesmo.
Um garçom e uma cozinheira de mão cheia, precisa de coisa melhor? Não!
Ah precisa as baianas de Dona Olímpia, maravilhosas, com uma bandeja de vatapá na cabeça e rodando as suas saias rendadas (brancas) nada de colocar aquele branco encardido que mais parece bege (branco é branco) e ai sem conversar e sem falar nada aproveite ate o sol raiar.
Agora, tem pessoas que só sobrevive a uma festa regada de pessoas. E o pior é combinar pessoas, tem fulano que não combina com cicrano, tem o cicrano que separou do fulano e por ai vai.
Uma festa para ter muitos convidados precisa de ter um político de sucesso que esteja nas pagina policial (claro, ou participado de uma CPI,) uma modelo, preferência uma miss, umas pessoas da moda, um gay totalmente irreverente, geralmente as festas estão garantidas com eles) mesmo que caia na derrotada da coluna social do dia seguinte. Enfim as pessoas devem combinar, e ser a harmonia da festa, deve combinar inclusive com a decoração
Com amo Danuza Leão, só ela poderia escrever sobre isso de uma forma tão gostosa de ler!
Mas já que este mesmo disposto a essa grande tortura, por favor, seja o anfitrião ou a anfitriã, esmere no conforto dos seus convidados, faça a propagação da festa, para os inimigos e invejosos morrerem de ódio.Que sua roupa seja da mesma alfaiataria do Papa Bento (ele veste Prada da cabeça aos pés) e olha que ele nem participou e nem uma pontinha no Diabo Veste Prada- coitado!
Depois pense na ornamentação da festa, flores do campo para primavera, flores clássicas e nobres para meia estação e para o frio-bloco de gelo. Pelo menos nunca faltara gelo para as bebidas de dose.
E ai terá uma festa regada a gelo gente falando alto, e muita disposição para a noite toda.
Um cantor sertanejo, melhor dois- uma dupla emergente sempre é boa, eles ainda recebem pedido dos convidados.
E sempre tem aqueles que ficam do lado dos cantores pedindo toca essa, você sabe essa? E por ai vai à noite toda e os cantores monopolizados pelo chato que ama sertanejo.
E voilà! ... Será? E se chover? Cobre de lona, Poe uma carne para assar e faça deste verdadeiro dilúvio um churrasco, e um ensopado de carne de gato!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

QUEM NASCE NA SAPOLANDIA É?...


...Camposgeraenses... E mais nada!
De volta ao mundo, de cangereyork.
Vendo coisas que não queria e nem me importava em ver e nem saber.
Já pensou uma câmara passar a noite votando em definir, se um bairro deve ou não se chamar, Santa Luzia (que não tem nenhum motivo) nada contra a santa em questão, até porque a cidade cangereyork sofre de administração e não mau de visão. Ou Sapolândia(nada contra os sapos) mas este nome existe desde o tempo que o colonizadores chegaram a este município, então culturalmente e como patrimônio do local, Sapolândia seria o nome a ser dado para o Bairro de Cangereyork! E me desculpem os moradores, morar na Sapolandia, não os transforma em sapos, verdes e muito menos em elixir de Bruxas. Eu e minha cabeça de Peter pan... Na terra do nunca.
Quando chegava a esta cidade lembrava sempre do texto de Drummond que falava cidadezinha qualquer, que tem como termino falar que a calmaria e a simplicidade do lugar se tornavam a vida besta. E sempre foi besta! Desde que me entendo por gente, cangereyork tem as mesmas coisas as mesmas pessoas e mais nada... E ninguém tentando fazer nada para melhorar ( se alguém falar que também nunca fiz, atiro a primeira pedra e falo que é verdade) afinal fazer algo delega poder e nunca tive, e os que tem... Nunca fizeram e não fazem!
Mas Quintana, mesmo vendo que a vista é besta, mostra uma cidade mais cheia de graça e que cabe tudo em um só olhar.
O olhar da compaixão dos que amam, dos que divertem, das crianças, dos burricos que pastam na praça, dos descamisados que não são assistidos pela assistência social e que residem na Praça Josino de Paula Brito, das pessoas que querem uma cidade melhor, um bom lugar para morar com uma boa qualidade de vida.
Querer nunca foi poder, já dizia este velho clichê, mas que funciona muito bem. Uma briga entre o céu e a lagoa, mas não a lagoa Rodrigues de Freitas e sim a lagoa do vale dos Ypes!
Que Ypes? Cortaram todos em cangereyork! Ype agora só se for marca de sabão. Um sabão para lavar a Praça Josino de Brito, que anda precisando, para pelo menos ficar com um aspecto limpo!
E ai faz abaixo assinado, uma legião da boa vontade tenta sair da sapolandia e ganhar a redenção do céu.
Outros sapos ainda querem ficar com o nome de sapo, porque são mais inteligentes que os outros, afinal quem disse que sapo não vai para o céu? Alguém se lembra da fabula festa no céu? O sapo de esperto foi dentro do violão... Mas foi!
E não precisou de vereador ou abaixo assinado, um plebicito daria muito certo no céu e na lagoa! E ninguém seria desafeto para ninguém, nem para a Santa, nem para o Sapo.
E com toda esta briga nunca terá dignidade por quem lá reside, pois o tempo livre para pensar pensa logo em denominar bairros.
Mas os sapoyorkinos querem se comparar aos gangeryorkanos quer perder a sua identidade e seu patrimônio... Como tudo por aqui, tudo se perde... Afinal onde estamos? Terra do nunca? E eu ainda espero o TIC TAC dentro da barriga do jacaré que engoliu um tempo muito... Muito... Muito... Distante de nós!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Notas rápidas...


Sobre amigos:

Amigos são os irmãos que escolhemos, não nascemos predestinados a eles. Então sejamos amigos. Incondicionalmente, na alegria e na tristeza na suade e na doença.
Ficar agindo que é amigo só porque os namorados, maridos e afins tem algo em comum, lembre-se que toda sociedade é solúvel em água e sonrisal... Uma hora chia. Se for para falar mal e agir com falsidade, para que ter amigos? Amo os meus e tratá-los incondicionalmente com carinho é questão de amor e reciprocidade!

Relacionamentos:

Gosto das pessoas que quando vão começar um relacionamento, convida a todos para um champanhe e um bolo, e apresenta o distinto ser em questão.
Mas quando terminar, por favor, faça o mesmo e diga que é uma celebração ao novo. Se for chorar pelo que acabou, melhor nem terminar ou mesmo nem começar. Seja pratico, nunca fale mal do ser que por meses, dias ou anos te fez feliz! Detesto este amor bandido “negue que me pertenceu”! Isso ficava lindo para Dalva de Oliveira. Já que vai falar algo do ex diga apenas bem, só assim ele vera a pessoa maravilhosa que perdeu! Mas se o caso foi traição, ai sem chance melhor mesmo espalhar aos sete cantos do mundo o quanto o ser é cretino e insensível! Como nunca tive vocação para ter um relacionamento e um amante, e também nunca consegui administrar tudo isso. Gosto sempre de lembrar que fidelidade, é o que é fiel a origem o começo, seja a favor da lealdade, porque assim você sempre será leal e fiel a você!

Pessoas:

Nem preciso dizer o quanto o mundo é adverso, e os clãs ou os novos grupos sociais também.
Mas esta regra nunca muda: “quando apresentar alguém lembre que os mais velhos sempre são apresentados primeiros, ou então pela titulação que o individuo carrega, e nunca ao contrario os mais jovens ou os que não têm titulação.
Quando vou ser apresentado a um novo grupo e este tem mais do que três pessoas, dou um oi geral, digo muito prazer a todos e depois vou me socializando.
Detesto pessoas que quando conversam no meio da frase soltam uma frase em outro idioma, acho isso pedante e deselegante (quando são amigos já pergunto onde é o botão da legenda) nada contra quem tem mania de “INOS”, mas os inos falados nos países de origem são maravilhosos, no Brasil da um ar de ostentação, que chega a ser cafona!

Bebidas:

O doce sabor de poder ficar alterado licitamente, e vendo o mundo mais colorido!
Algumas bebidas ainda continuam em alta outras já nem existem mais e algumas novas entraram no mercado... Mas tudo pelo nosso bel prazer de podermos ficar mais soltos e relaxados, mas já vamos combinar que beber em demasia e ficar caindo pelas ruas, só em caso de suprema necessidade (se é que existe e justifique tal ato alcoólatra)
Nada justifica beber para aparecer e ser o centro das atenções. Beber e achar que o mundo é um cabide e ficar pendurando e dançando e se exibindo empoleirado em algum lugar, pode ser maravilhoso dentro de um quarto com a porta fechada e com uma meia luz. Apenas, você e o companheiro (a) em questão além de chic é performático! E lembre que para os que são apreciadores de um bom vinho, lembre que existem lugares para apreciá-los, voltando a tecla da indiscrição, beber vinho em um pais totalmente tropical, com um calor de 45 graus a sombra pode ser elegante, mas o ambiente tem que ser climatizado e não uma pizzaria onde servem petiscos como entradas! E tenho dito!

Ressacas:

Como é bom ter, e as minhas me dão uma amnésia momentânea, fico totalmente apático, ao que aconteceu no dia anterior o que foi dito e por quem foi dito, se teve briga, se não teve. Se alguém beijou e, ou no fim da noite saiu com alguém ou foi encontrado!
Mas depois de algumas horas um banho, e uma comida leve ai revigorado e a memória vai voltando aos poucos... E o melhor lembrando cada fala e cada situação... Telefone em mão e comece a proliferar e a verbalizar tudo, que aconteceu e ria e conte para todo mundo... Afinal que graça tem, ter ressaca fazer algo totalmente inusitado (mesmo indo embora de braços dado com dois soldados) e não poder compartilhar com ninguém? Então conte e aumente um pouco para a estória ter uma emoção maior!

Comportamento:

“Em dias de hoje bom que se proteja Deus está conosco até o pescoço...” Esta é a mais pura verdade, afinal o nosso comportamento está de mal a pior, ou somos totalmente mal educados e não usamos o nosso bom dia boa tarde e boa noite, com licença, até breve, desculpa, precisa de alguma coisa, posso ajudar, são palavras e atitudes de pessoas bem educadas e que nunca cai de moda.
Há pessoas que se desprende pelo outro sem cobrar nada, só pelo simples dom de ser boa por natureza, (são tachados como Madre Tereza de Calcutá) como se isso fosse indigno dos seres humanos. Mas a verdade é que estamos tão preocupados com o nosso umbigo que esquecemos os outros, e nunca estamos dispostos a estender a mão e ser solidário. Fazemos o nosso convívio diário o mais puro momento de levar vantagem em alguma coisa. Então por um dia ou por algumas horas vamos fazer uma campanha de mobilização com o nosso espírito e sejamos por um minuto uma Madre Tereza de Calcutá. Será que conseguimos?

quinta-feira, 25 de março de 2010

De onde nascem os lindos? Da mesma forma que os ricos poderosos?...


Creio que não!
Os ricos nascem em berço de ouro, viram emergentes, fazem negócios com os mais altos xiitas do mundo petrolíferos.
Já os bonitos conseguem nascer em um bangalô ou ate mesmo em uma choupana, lá no fundo do fim do mundo (um amor e uma cabana funciona, apenas para os bonitos) continuar bonitos... Veja o caso de Débora Rodrigues, sem terra, tratorista, e linda! Para quem não a conhece ela pousou para playboy, alguns anos atrás! E já vamos combinar que beleza não é uma gripe (não pega), mas contagia.
Ser bonito é como carregar um fardo. E, deles e somente deles se espera as melhores coisas do mundo! As mais bonitas, os melhores lugares, o charme mais lindo, a cantada mais bem dada. Inteligência? Isso nem pensar, isto cabem aos feios, aos nerdes e as pessoas que se faz de insuportáveis só por não ser belos (por pura inveja).
Os bonitos nada precisam fazer, a não ser, conservar a beleza e ser elegante, galanteador, simpático divertido engraçado (como nas propagandas de creme dental).
Duas pessoas belas, nunca, mas nunca mesmo deve aparecer na mesma festa, pois, uma sempre roubará a beleza da outra. Tornando assim uma especulação dos feios e causando uma inveja no ego destes seres tão superiores... Os Belos!
Por quê? Deus, no alto de sua magnitude e de sua onipotência e onipresença agraciam algumas pessoas com tanta beleza? Acredito que nem mesmo toda ciência do mundo daria tal resposta com tamanha precisão.
Frases do tipo: “Quem ama o feio Bonito lhe parece”,... É a cara de letra de musica de Caubi Peixoto, (depois da plástica) com Lupicínio Rodrigues (só vingança, vingança...) cantado por Erivelto Martins e Dalva de Oliveira no período fossa!
É sem duvida frase de alguém feio, e que sempre sonhou com alguém lindo, mas lindo mesmo... E nunca conseguiu.
E digam de passagem, os lindos casam com os lindos! Isso é uma regra e nunca há exceção.
Às vezes fico pensando o quanto deve ser chato,ou triste,para estes seres lindos de parar o transito, tanta beleza, e logicamente todo o mundo que desta vem desprovido, falar sempe que eles são lindos! Pessoas assim podem nunca estarem sozinhas, mas podem estar sempre correndo o risco de ficar, ou andar em uma corda bamba, porque isso tudo acaba!
E se acabar? O que fazer? Procurar o Pitanguy para fazer algum reparo na bolsa que insiste em aparecer embaixo dos olhos? E aquele braço que já não é tão forte?(malhar?) depois de certa idade o tônus muscular já não é mais mesmo. E aquela bunda que antes era motivo de inveja? E apenas o que sobra é os comentários sobre os rins que não funciona, a vista que já não esta boa, aquela tosse chata que nunca se sabe se é algum problema no pulmão ou então um resfriado que não sarou direito?
Então neste momento você acorda do sonho, olha no espelho e agradece a Deus por continuar lindo, (novo?... isso faz parte da cronologia, beleza mesmo velha consegue ser superada) veja Antonio Fagundes, Marlon Brando, Willian Bonner enfim exemplos clássicos que beleza que nunca acaba... E por falar em beleza que nunca acaba, conheci no sitio de uma amiga (linda) pessoas que naturalmente são lindas... E minha posição nesta turma será única, ou viro ponto de referencia para os lindos ou então, quando estiver com um, o outro, terá que estar a mais ou menos cem mil metros de distancia de mim, porque tudo isso? Para que democraticamente falando ninguém ofusque a beleza e a criatividade de ninguém! Ou melhor, que nesta turma ninguém ofusque a beleza de ninguém, já pensou o quanto seria triste? E a vaidade? (dos lindos! Claro)