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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Nos e o Tempo

                                                                    NOS E O TEMPO...

   Ah! Quanta maldade tem o tempo, o tempo faz a gente carregar coisas e tralhas.
   Depois de 15 dias de viagem pós Natal e Réveillon, a vida começa a tomar forma e com ela ano novo vida nova! Aliás, só o ano que
é novo porque algumas coisas continuam velhas e insistem ser carregadas para o ano que inicia.  Mas, voltando as tralhas e coisas, bem melhor é ficar livre de tudo isto.
Coisa mais chata é desfazer malas e colocar as roupas para lavar, depois de secas e passadas arrumar tudo em seus lugares. Isto são coisas que viram tralhas, melhor seria deixar a mala e tudo mais e seus amontoados de coisas em algum lugar e chegar em casa sem nada, só com a bagagem de mão, que corresponde em:  documentos, um dinheiro para alguma emergência, cartão de credito, óculos escuro. Dentro desta mesma bolsa, uma bolsa menor onde possa levar, um tapa olho para dormir, escova de dente e creme dental, um hidratante, e um protetor solar (hoje até as luzes de led causam câncer de pele) Para viagens longas um remédio para dormir e um livro que ocupe um pouco seu tempo, para viagens curtas só um livro, já e o suficiente. O mundo seria bem mais feliz e generoso, sem filas de espera e sem aquele tanto de tralha para carregar.
   Volto para o armário e começo a limpeza, são papeis e contas (guardo contas ate de 2 anos, depois de vencidas os dois anos... tralha) e cada detalhe desfeito, outro papel e mais outro e outro. E tudo isto são tralhas, acumuladas durante um ano todo.
    E chega aquele momento em que abrimos a caixa de Pandora, aquela que você não abre há séculos, um caderno com uma palavra que te leva ao passado, isto é tralha, já que o passado não faz mais parte da sua vida. Mesmo, que aquilo seja uma parte de sua vivencia, já viveu foi bom e durou o que tinha que durar não mais.  Com ele fotos cartas telegramas cartão de natal aniversario cartão - postal e tudo mas tudo que me remeteu a um passado, sacos de lixo!

domingo, 27 de outubro de 2019

Domingo

Domingo, Ah o domingo, um dia de extrema preguiça e de tedio. Mas, pela manhã e com um dia ensolarado, primeiro: agradeça por estar vivo! se vc tem menos de 20 anos agradeça pela ressaca e pela balada anterior e ter voltado para casa não lembrando de nada! Agora se vc não tem mais de 20 e já passou e espero que passado bem pelos seus 20 anos, então: Acorde agradeça, levante faça um breve alongamento para que os ossos volte ao lugar, depois tome um café, e vá contemplar a vida. Pegue sua bicicleta e sinta o vento na cara, depois visite uma amiga querida e ria muito, ria dela com ela de vc e com vc. Visite sua família, mas seja breve na visita. (Família quando visitamos rapidamente tem um gosto de querer mais, mas quando a visita demora muito não sobra assunto para querer voltar. Acho que já fofoquei muito com a minha, preciso de arrumar novos assuntos pq daqui a pouco nem lembram mais da minha cara). Ainda no quesito visita, seja breve em qualquer uma delas, visita mais de 3 dias ou por mais de horas, cheira a peixe e vai por mim, não fresco. Procure um lugar para contemplar a sua vida, sente ao pé de um Flamboaiã, hidrate (afinal os 20 anos te permite ficar sem agua) já os 40 muita agua ajuda a pele não ficar flácida e murcha. Enquanto contempla a vida, inspire bastante ar puro para revigorar os pulmões, todos deveriam ter tempo p isto. Escute uma música de Milton nascimento e deixe se emocionar por ele, Milton emociona até no nome. (Se rolar uma lagrima, caia no pranto, chorar limpa o globo ocular expurga os demônios do coração e o melhor revigora alguns sentimentos guardado) Depois de tamanha higiene dominical, hora de voltar p casa se der vontade de gritar grite, o mesmo vale para cantar dançar e vadiar. E por favor se bater a solidão do domingo, lembre-se que você e sua melhor companhia. Nada de pegar o celular e mandar uma mensagem para aquela pessoa que nem te da confiança, na dúvida , uma gota de rivotril um remédio para dormir e só acorde na hora do fantástico, que já já e o momento de preparar para começar a segunda feira.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Ensaio fotográfico Maria Fernanda

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Da ansiedade do desembarque ao desespero do retorno Navegar ê preciso, já dizia o velho poeta Fernando Pessoa. Ainda mais, se a terras dantes navegantes seja a maravilhosa e acolhedora Portugal, melhor ainda: O Porto! Minha viagem foi um tiro no escuro, um desacordo total entre o eu e o que viria a acontecer. Mas, como sou daqueles que adora uma aventura e se joga de corpo e alma, não poderia ser diferente com esta viagem. Ao desembarcar a ansiedade de encontrar um rosto amigo, ou então alguém que me lembrasse um vizinho ou algo da minha província de campos Gerais, para acalentar a minha'alma, naquele momento que me desesperava entre as esteira do aeroporto e o que viria acontecer depois de atravessar a alfandega. Para meu desespero ou gloria,((acredito que tenha sido gloria)) não encontrei ninguém ou nenhum rosto parecido que naquele momento de ansiedade e medo pudesse me confortar. Passo diante de dois agentes da polícia da cidade do Porto, meio tímido e ainda assustado com este novo mundo que iria conhecer, eles se apresentaram acolhedores e solista, fazendo com que aquela melodia no falar soasse em meus ouvidos como um fado já ouvido em algum lugar na minha província. Ao atravessar o portão da fila dos estrangeiros ((assim que eles chamam as pessoas que não são da terrinha lusitana)) me deparo com um sorriso largo, e um rosto familiar que estava buscando além mar. Tremi com um calafrio que percorreu toda a minha espinha, e depois de um longo abraço e um delicado beijo, veio a voz, agora, mais familiar. Bom dia! Seja bem-vindo ao Porto! Fez boa viagem? Neste momento, todo aquele frio e aquela ansiedade sumiram como uma turbulência de emoções. Fui ter com meu parceiro de todas as horas, meu amigo e meu guia desta aventura, onde, a cidade ia se apresentando sozinha e com calma, para que eu não perdesse um só instante e um só segundo de tanta maravilha. Lembro-me de ouvir o cantar das gaivotas o tempo todo e em todos os lugares. Via um sol tímido e ainda frio e pouco aquecedor, mas, já mostrando que ali também seria aquecido por ele. A estrada se fazia longa e grande para chegar até o meu Aconchego, e, no fundo ouvia a voz de um tom tom indicando o caminho a tomar. Pouco me importava naquele momento o caminho, se me perdesse, perderia, e me encontraria! Encontraria com a alegria com a felicidade, com as gaivotas e com aqueles lugares que até então só visto em fotografia de livros de história. E por um segundo o desespero tomou conta d’alma, por saber que por uns poucos dias não aproveitaria mais e nem estaria ali, ouvindo aquela melodia, e não estaria mais com aquela pessoa iluminada que me amparou durante a minha estada nesta cidade maravilhosa. E não apenas um amparo de abrigo. Mas, um amparo de carinho, amigo e companheiro. Aquele que preocupava, cuidava e amava. Fernando foi para mim, a figura principal e mais importante deste passeio, não sendo apenas um coadjuvante, e sim, junto um protagonista desta história, em uma viagem por terras lusitanas.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O que esperar quando se está esperando? Nunca sabe o que pode encontrar quando não sabe o que espera. Assim, como encontrar algo e nunca saber como usá-lo , afinal se não sabe o que procura,qual seria a vantagem em procurar algo. Ontem no momento em que estava na cadeira do meu dentista, fiquei pensando neste grande problema em perder e encontrar. Ouvindo algumas pessoas reclamarem da cidade, e os caminhos que ela anda trilhando, parei para pensar no que realmente buscamos, afinal nem sabemos o que perdemos. Mas, podemos começar a pensar onde começamos?! Quando trouxeram pessoas de outras localidades para trabalharem em nossas colheitas, essas pessoas ficaram constituíram família, mais pessoas vieram e quando acabou a colheita, acabou o emprego e a coragem de ir embora para suas terras, com essa coragem, faltou dos nossos administradores a coragem de arrumar uma fabriqueta qualquer, uma empresa qualquer para dar emprego a esta gente que por aqui ficava , e ia se amontoando de forma desgovernada nos arredores da cidade. Em seguida veio para cá o presídio, e com eles tudo que podia acompanhá-lo, os familiares dos detentos, os amigos dos detentos. Só esqueceu-se de ampliar o policiamento, de melhorar a segurança publica e uma mão mais forte da promotoria. Mas, não o bastante os vereadores que tanto bateram no peito em coma de um palanque dizendo ser fiscal do povo, fazem da câmara o show da Xuxa,mandando beijos para todos, ou então travam La um ringue entre podres poderes em quem fez ou deixou de fazer. E esqueceram que na verdade estão ali para fiscalizar e dignificar a sociedade que atuam como representante ‘ E com tudo isso, e todos estes pensamentos o que foi mesmo que perdemos? Ou melhor o que esperar quando se está esperando?

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SÚPLICA Guilherme Veríssimo (Outubro 02, 2013) Desconfio do teu perto No caminho que me leva ao longe Das idas e vindas Com medo de ficar só. Discuto com o ângulo em plena curva Desligo os pontos da reta Trato Miguel de santo Maria, de protetora Confundo elos com anéis Lendas com contos de fadas Calo diante da sombra do teu corpo. A súplica dos meus tombos não te curva Cala todos os teus gritos Meus saltos teus olhares espantam Dúvidas te agigantam E vejo o teu desprezo camuflado de compaixão. Minha súplica perdeu o tempo A posição dos joelhos As mãos de uma manjedoura. Não mais terei o passado Perdi o presente E o futuro está mais ausente Que um simples adeus Sangrando a ausência do destino sem ti. Minhas perdas me olham de soslaio: Mãos dadas Beijos repentinos Olhares travessos Corpos escondidos Emoções desvairadas Sonhos trocados E partem carregadas por guerreiros incas Na companhia de estandartes coloridos.

domingo, 24 de novembro de 2013

CORPO POÉTICO Guilherme Veríssimo (Setembro 29, 2013) Teu corpo envolve meu mundo Encobre meu olhar Desintegra meu destino Passo de dono a servo Com fome, com frio, ao relento Passo lento e inseguro. Vejo meu mundo no teu corpo Observo nele o meu ser se movendo em partes Meus olhos fingem serem teus amantes E me entregam aquilo que sempre me devolves Em afagos magros e magos: Minhas ilusões cobertas de cobre. Sem nenhuma dor. É no teu corpo Que me faço humano. Por ele me vejo e te contemplo Escrevo e não leio Apenas sinto a poesia calada Envergonhada e tímida Com medo de ter fim. Dele não suporto a distância Torno curvos todos os planos Resisto a todos os golpes Ignoro dores e despertares assustados Vejo meu mundo no teu corpo Cada dia maior E eu, com a chave na mão Com medo de fugir de mim...