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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Mulheres de hoje: As pin up modernas!


Quem nunca sonhou com aquelas secretárias das décadas de 1940 e 1950? Ou, pelo menos, em fingir ser uma delas? Para quem ainda vive em Marte e não sabe o que é uma pin-up, o conceito era simples: elas faziam a linha donas de casa perfeitas, secretárias submissas, telefonistas sorridentes e enfermeiras dedicadas. Tudo isso enquanto panfletavam latas de sopa industrializada e exibiam cozinhas maravilhosas — e não, não estou falando da finada Ofélia. Na realidade, eram garotas de calendário: o mais próximo que a sociedade puritana chegava de uma mulher nua, contanto que ela estivesse comportada e sorrindo. Essas eram as pin-ups.E não pense que estamos longe dessa realidade idílica. Hoje, as mulheres fazem tudo isso e mais um pouco: viraram apresentadoras de TV, desfilam para grifes europeias e posam nuas com o ego devidamente inflado. Quer algo mais fantástico? A mulher moderna frequenta aulas de etiqueta, cria filhos, limpa a casa, trabalha fora e ainda arruma tempo para a caridade. De quebra, são seguidoras fiéis de instituições patriarcais e machistas, sacrificando-se uma ou duas vezes por semana para tomar chá na casa da amiga doente — tudo, claro, para manter as aparências e acompanhar o status do marido.Nem a Mulher-Maravilha faria tal proeza, mesmo com superpoderes e aquele chicote da verdade. E detalhe: a mulher moderna faz tudo isso equilibrando-se por oito horas diárias em um escarpim com salto agulha assassino. Isso sim é ser uma verdadeira mulher, ou melhor, a evolução darwiniana de uma pin-up! E, milagrosamente, ainda sobra tempo na agenda para menstruar, sofrer, ir ao ginecologista, abastecer a despensa do mercado e manter uma vida social badaladíssima. Sem esquecer, óbvio, da visita obrigatória à sogra ou à mãe, e do batistério semanal no salão para retocar o cabelo e a unha — afinal, a vida social exige essa camuflagem.É claro que mulheres que vivem nesse liquidificador existencial ganham o direito divino de habitar a TPM eterna, de serem frias quando convém e de amarem menos do que deveriam. Elas choram baldes, sentem-se carentes e, às vezes, um lixo completo como mulheres.Por isso, homens, um aviso de utilidade pública: ao tentarem capturar uma pin-up moderna para a sua coleção, sejam inteligentes. Primeiro, fiquem ricos. Mas ricos de verdade, nível herdeiro ou investidor de risco. Escarpim italiano custa um rim, e a bolsa da Louis Vuitton drena o outro. Levar os catarrentos à escola gasta gasolina premium, e o salão de beleza cobra o preço de uma pequena reforma residencial. Por acaso os senhores fazem ideia de quanto custa um reflexo bem feito no cabelo e uma unha de porcelana legítima? Spoiler: custa dinheiro.Aliás, aceitem que o amor custa caro. Cuidar custa caro. E vamos combinar: ter uma mulher dessas em casa — escovada, perfumada, impecável e deliciosamente prendada — exige um investimento de alto risco. Mas fiquem tranquilos: é satisfação garantida ou seu dinheiro de volta. Tudo isso devidamente registrado em cartório, com vinte testemunhas e firma reconhecida na delegacia. Porque se a boneca em questão sofrer qualquer dano moral, estético ou psicológico, a conta será julgada perante um juiz de direito. E, convenhamos, o ego feminino é muito mais implacável, frio e justiceiro do que qualquer código penal existente neste país — ou no resto do mundo

"De Um a Cem que importância tem?"


Está para nascer algo mais ridículo e previsível do que a fixação da sociedade pelo raio da idade. Seja em uma mesa de bar com amigos ou no balcão gelado de uma repartição pública, o assunto é sempre o mesmo. Parece existir um fetiche coletivo em tentar aniquilar a sanidade da maioria dos seres vivos dessa selva humana com base em um único dado: o ano de fabricação da pessoa. Já perceberam o quão degradante é ter que ficar repetindo quantos anos você tem?O pior é que a humanidade insiste nessa crueldade com uma naturalidade assustadora. Eles olham na sua cara e dizem, com a maior cara de pau do mundo: “Ué, que mal tem isso? Eu conto a minha tranquilamente!”. Parabéns para essas almas evoluídas, corajosas e iluminadas que assumem a idade com orgulho. Mas, para os fiscais da vida alheia que fazem a pergunta, o Congresso deveria votar urgentemente uma lei prevendo pena de morte ou, no mínimo, o exílio imediato para o Afeganistão ou a Faixa de Gaza.Perguntar a idade de alguém, além de ser um constrangimento público, é uma grave falta de educação — para não dizer um descaso absoluto com a dignidade humana. O tempo vivido importa apenas para quem o carrega, e para mais ninguém!A hipocrisia atinge o ápice quando mandam aquele elogio falso: “Nossa, mas você nem aparenta!”. No fundo, bem lá no fundo, a criatura está dando gargalhadas internas de alegria por ser mais nova, ou pensando que você está derradeiramente acabado e que o elogio é pura caridade.O duplo padrão social também é uma piada de mau gosto. Feliz do homem que assume os cabelos brancos: vira imediatamente "charmoso", "elegante" e "maduro". Já a mulher que decide deixar os fios naturais é condenada pelo tribunal social ao visual "Dona Benta", sentenciada a sentar em uma cadeira de balanço e tricotar até o fim da eternidade. Pintar as mechas não é esconder o tempo; é vaidade básica. Ficar careca não é atestado de velhice; é estilo de comportamento.Conheço gente que esconde tanto a idade que a própria mãe já esqueceu o dia do parto. Também já vi relacionamentos sólidos desmoronarem pelo simples peso de um número no RG. Dramático? Não. Realidade pura.Quando algum sem-noção tenta puxar esse assunto comigo, seja um burocrata do Estado ou um conhecido sem filtro, minha resposta é padrão: “Para que você quer saber a minha data de nascimento se não vai me mandar nem um cartão de aniversário?”.Aliás, no dia do meu aniversário, adoto um protocolo de sobrevivência infalível: tomo um Valium 5 mg — porque a indústria farmacêutica é a única que nos entende —, desligo o telefone e me tranco em casa. O recado na minha secretária eletrônica é curto e grosso: “Fomos abduzidos por naves espaciais e não há previsão de retorno”.Se você faz tanta questão de revirar o passado e comentar sobre a idade, aqui vai uma dica de ouro: reúna seus amigos — de preferência todos com o mesmo nível de desgaste cronológico —, escutem músicas da época, usem roupas antigas e debatam sobre as subcelebridades do século passado. Mas façam isso trancados, para que ninguém de fora presencie tamanha promiscuidade mental. Para garantir o sigilo, terminem a noite com um pacto de sangue. Ou melhor, um pacto de morte: ninguém sai vivo da casa, exceto você.Quer coisa melhor do que o seu segredo garantido e o seu sucesso de volta? Coisas assim, nem o Mastercard compra.

terça-feira, 29 de julho de 2008

"Paixão uma tragedia em três atos"!


A paixão é um atragedia divida em três atos: drama mexicano misturado com tragédia grega e concluído com musicas sertanejas.
Há quem não aprove tal momento do ser humano, mas também a aquelas pessoas que vivenciam isto tão intensamente que é de dar nos nervos. Acabando assim irritante pacas.
Bom mas como não apaixonar perdidamente por alguém apaixonante? E se apaixonar que medidas tomarem? E se só uma pessoa se apaixona?
Para tal remédio só mesmo ouvindo musica sertaneja e chorando em uma cachaçaria, pelo menos vai se tornar Chic. Chorar em qualquer lugar pode virar motivo de aborrecimentos ou então uma verdadeira reunião de fofocas pra curiosos. Mas como apaixonar é literalmente cafona, preste muita atenção:
Nunca se apaixone por pessoas erradas (vale nestas horas saber se é casado pai ou mãe de família)
Nunca fale para o ser amado (neste caso o apaixonante) que esta apaixonada por ele, pode ser que ele te de um fora da maneira mais educado daí quero ver sua cara.
Nunca de encima descarada mente, estas pessoas tem o dom de fazer a gente se sentir um lixo.
Nunca, mas nunca mesmo conte pra alguém isso só vai aumentar o sofrimento, estas pessoas tem o dom de nos dar conselhos e assim derrubar ainda mais a nossa auto estima.
Para finalizar tal destempero humano, resolva de maneira mais democrática. Se enfurne em casa, de pijamas o dia inteiro, veja novelas de dramalhão mexicano, aquelas do SBT, e leia livros de tragédia grega (quer uma dica?) (A vida de Édipo e Geocasta, melhor impossível) e escute musica sertaneja embaixo do chuveiro com a luz apagada e cantando todo o repertorio! Se depois de tamanha crueldade com sua pessoa você ainda continuar apaixonada, então meu amor faça uma fezinha com santo Antonio, São José, ou seu santo de preferência.
Porque se não for nesta encarnação esqueça, só na próxima e ainda correndo o risco de ter que começar tudo de novo! Ou então virar personagem central de livros de Zibia Gaspareto!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

"Mucadim de cada coisa"


Bom! Enfim me rendo ao mundo tecnológico.
Depois de dias semanas e meses, preparando o inverno cultural de campos Gerais, descobri algumas peculiaridades mineiras, uma delas a qual escuto quase todos os dias é uma palavra, que para alguns deve ser um erro gramatical, para outros uma cacofonia, mas para mim... Um verdadeiro mercado livre: “Mucadim de cada coisa”, esta foi à expressão que ouvi, quando referiram ao inverno cultural.
Tendo assim o meu aval para usar esta “expressão” e criar um blog!
Pensando bem, deve ser isso mesmo um grande armazém com tudo dentro. Tudo que envolva expressividade humana com etiqueta contemporânea. Não tenho a mínima noção do que isso possa virar, mas de uma coisa tenho certeza será tão divertido quanto imagino.
É como misturar tudo em um liquidificar bater e levar ao forno para assar, na verdade nem eu sei no que pode virar isto, mas não custa tentar!
No Maximo que podemos ter é um desencontro cultural ou uma referencia dela, sendo assim mais ecléticos e totalmente interativos e contemporâneos.
Ou quem sabe até “Mucadim de cada coisa”