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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010



Onde estará meu bom velhinho?

Onde foi parar aquele velho charmoso de barba branca com roupas vermelhas, guiando um trenó com renas?
Que carregava um saco cheio de prêmios para quem tinha se comportado durante o ano?
Aquele que escrevia cartas intermináveis contando a nossa trajetória do ano, só para ganhar o nosso brinquedo?
Pelo visto o meu Bom Velhinho, deve ter caído em uma casa de repouso, e já não se lembra mais onde fica os endereços e muito menos aquelas pessoas da lista de presentes.
Se alguém o encontrar diga a ele que continuo sendo a mesma pessoa, nem tão boa, e nem tão ruim.
Mas um pouco mais seletivo, critico e exigente.
Diga a ele que não quero nada muito caro, apenas de bom gosto. Que seja extraordinário que me faça feliz, que me deixe com asma, com arritmia cardíaca, que me deixe com Parkinson. Quero algo que me deixe ser como sou, chato, imaturo(quando precisar), que me deixe ser a criança grande que sempre fui me deixe sonhar... Que fique do meu lado quando tiver medo, e quando estiver alegre.
Que possa andar na chuva e chupar picolé em dias frios. Que ria das minhas graças, que acorde na noite para me cobrir. Que conte historias intermináveis. E que me envolva, nos seus sonhos e projetos.
Bom! Se alguém se comoveu com tal desproposito humano, por favor, entre em contato com o seu bom velhinho, porque o meu com certeza já não está tão disposto afazer longas viagens e muito menos com saco, se é que ainda existe algum saco!

Feliz Natal! A todos .....

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Felicidade se acha em horinhas de descuido...


Não sou humanamente hipócrita, em desejar as pessoas aquelas bobagens de sempre, que sejam felizes para sempre ou muitas felicidades, ou uma feliz entrada de ano.
O que posso falar para as pessoas, como um ser humano mortal e comum, que vivam o amor. O amor de um pelo o outro, ou um amor carnal.
Gosto de pensar da seguinte forma: Toda vez que ao acordar, pela manhã, pergunte a seu namorado(a) ou vale até mesmo as pessoas que não conhecemos se quer casar com você. (se a resposta for sim já é um primeiro passo para felicidade.)
Arraste a pessoa amada para tomar um banho de chuva. Faça coisas surpreendentes, para mostrar o quanto o seu ser amado é especial( faça para você também, todo mundo merece ser surpreendido).
Massageie os ombros do ser amado enquanto ele lê ou assiste TV, você pode ser massagear sempre é bom um toque, um afago. Se quiserem aliviar os estresses, passe as unhas de leve nas costas dele ou dela, para aliviar o seu estresse, se abrace. Isso tudo antes de dormir.
Admire sempre o seu ser amado e ate mesmo você, com os olhos de analise, quando ele ou até mesmo você estiver se admirando o seu próprio corpo no espelho, olhe sempre com os olhos de como se fosse a primeira vez que o conheceu. Acorde de madrugada para cobri-lo
E sem nenhuma razão especial, mande flores.
Deixe as pessoas serem chatas às vezes, mesmo que não tenha razão nenhuma.
Pode ser bobagem, mas de uma coisa eu tenho certeza plante uma roseira na entrada da sua casa.
Plante um vaso de alecrim e melissa para trazer sempre boa nova e bons fluidos, estas duas plantas aprimoram o amor.
Ponha uma placa na sua porta: “Aqui reside uma pessoa Feliz e Apaixonada!”
Quando derramar sal, jogue um pouco sobre o ombro esquerdo, para espantar todo mal olhado e a inveja.
E se apaixone por você e por alguém sempre que puder. O melhor é se apaixonar todos os dias.
E assim, será feliz sempre como nos contos das Carochinhas.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Qual foi a sua criação?


Dizem que fomos criados para o embate, para o "macho" que a sociedade exige. Bobagem. No fundo, todos fomos projetados para ser a princesinha da vovó. Queríamos os cachos dourados, o príncipe (que fosse rico, por favor), o palácio e um exército de governantas. E dinheiro, claro. Muito dinheiro. Dinheiro é fundamental para não se ter que pensar nele. Outro dia, numa conversa de Facebook, confessei a um amigo: fui criado para ser dondoca. Nasci para o privilégio, para o conforto de quem não precisa ralar. Ele, com aquela grosseria pedagógica tão em voga, mandou-me "acordar do sonho". Que falta de estilo. Eu adoraria ser Alice e cair no buraco — mas sem o chá alucinógeno, que essas coisas dão uma ressaca pavorosa. O que eu quero é o crescimento, a magia, mas sem o retorno cafona à fazenda. Dorothy, coitada, tinha aquela obsessão em voltar para o Kansas, para a tia Emily e para o tsunami. Eu? Jamais. Fazenda é um conceito que só funciona em dois estados: nas lembranças da infância ou nas férias, com data de validade curtíssima. E vamos combinar: fazenda só é suportável se tiver Wi-Fi, TV a cabo, livros ótimos, gente interessante e um carro na porta. Para o caso de, a qualquer momento, o "ar puro" e o excesso de verde começarem a irritar. Porque irritam. Essa história de "um amor e uma cabana" é uma das maiores mentiras da humanidade. Só se aceita uma cabana se ela for em Bali, durante a lua de mel, e com serviço de quarto vinte e quatro horas. Fora isso, é programa de índio. Pessoa já dizia que o verde das árvores é velho e as folhas murcham antes de aparecer. Ele tinha razão. Natureza é bom para olhar da janela de um hotel cinco estrelas. O que é bom mesmo é ser o neto da vovó. Tenho saudades das minhas. Uma era pimenta: desbocada, divertida, adorava o mundo e as vizinhas (os netos vinham em segundo plano, o que tinha seu charme). A outra era o açúcar em pessoa. Doces mineiros, figos em calda, abóbora cristalizada... De comer rezando. Mas — atenção ao detalhe — tudo isso devidamente servido à mesa, sem que eu precisasse chegar perto de uma vaca às cinco da manhã para tirar o leite. Existe algo melhor do que ser a "princesinha"? Ter regalias, ser bem criado e acreditar piamente que o mundo orbita em torno do seu próprio umbigo? Se as avós dominassem o mundo, seríamos todos muito mais felizes. E, com certeza, muito mais bem vestidos

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010


Todo mundo quer ser sex, quer fazer parte do cotidiano da vida. Ter uma Psique, cheio de vice e versa.
Ter um erotismo aflorado, e ser observado por todos. Chega a ser um vicio do próprio homem. Querer ser e aparecer sempre para o outro.
O corpo é um escrito. Uma grande carta de um sedutor, que utiliza seus movimentos para agradar, apoderar e usufruir o outro.
O corpo é na verdade o nosso Eros.
É a personificação da alma, do moral ao imoral, é o se apaixonar pelo outro e para o outro. É o apaixonar por si e por mais ninguém, é um complexo Narcisista, é um apaixonar de Afrodite, em despertar no outro o desejo e a paixão, é ficar louco e sair do irreal e cair no mortal. É ser um chafurdar na lama do próprio gozo, é perverter-se nos desejos mais ousados é atolar-se no vicio da nossa própria alma e pensamento.
É uma consideração da alma humana purificada pelos sofrimentos preparados.
E preparar para gozar a pura e verdadeira felicidade.
Eros...todos querem ser....

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Sapos, Príncipes e Outras Perdas de Tempo

Vamos combinar uma coisa: sapo não vira príncipe. Nunca virou. Se você passar a vida beijando a lagoa inteira, o máximo que vai conseguir é um gosto de lama na boca e um lugar cativo no brejo, cercada de moscas. Tem quem goste, claro. Tem gente que faz disso uma carreira. Sinto informar, mas quem nasce para o brejo não chega ao palácio. Se você quer um príncipe, saiba que eles não frequentam águas paradas. Príncipes circulam, falam três idiomas, entendem de vinhos e viajam para lugares que você nem sabe pronunciar o nome. Têm brasão, carro importado e apoiam causas nobres na ONU. É outro mundo. Mas cuidado: se você quer apenas o título, você não é uma romântica, é uma caça-dotes. E classe, minha querida, não é vírus; não se pega por convivência. Ou você herda, ou conquista com muita elegância. Fazer a linha "Kátia Cega" para subir na vida só leva a um destino: a infelicidade. E, geralmente, a uma conta bancária vazia no final. Eu nunca fui uma grande especialista, embora já tenha tido meus momentos. Tive três relacionamentos sérios. Longos, de quatro anos cada. Sempre achei exaustivo ter que me dividir; nunca soube ser duas. Meus namoros terminavam sempre do mesmo jeito: eu punha o ponto final. Por quê? Porque eu percebia que estava vivendo para o outro, e não com o outro. E quando o amor-próprio dá sinal de cansaço, é hora de fazer as malas. É muito melhor um apartamento novo, bons amigos e um cachorro do que um trono que não te serve. Você pode malhar três horas por dia, decorar a carta de vinhos e fingir que entende de causas humanitárias para usar uma coroa. Pode até funcionar por um tempo e pagar suas contas. Mas, lá no fundo, você sabe que aquela vida é dele, não sua. No fim das contas, se não houver verdade, você vai acabar voltando para a saparia. E aí, minha cara, a busca recomeça. Mas não diga que eu não avisei

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A ex o ex, o atual, sogras e a família, o doce inferno de viver em comunidade!

Viver com alguém é um exercício de paciência que, convenhamos, quase ninguém tem. Mas quando a casa cai e vem a separação, a primeira coisa que a gente quer é jogar tudo pela janela: os móveis, as lembranças e aquele armário mofado que a gente chamava de vida. É natural querer ver o sol e, claro, um novo amor. Porque não há nada mais excitante do que inventar um personagem novo para ocupar o lugar vago no coração. Mas cuidado: tem gente que adora um drama à la Maysa, mergulhando num luto profundo, quase coreografado. Para esses, eu até tiro o chapéu — haja fôlego para tanto sofrimento. Eu, particularmente, prefiro quem sacode a poeira e diz: 'Próximo!'. É de uma coragem invejável, embora eu confesse: por dentro, a gente costuma estar em frangalhos, mesmo com a maquiagem impecável e sem mover um músculo do rosto. Agora, um aviso de utilidade pública: se você engatou um novo romance, por favor, contenha o entusiasmo. Nada de misturar famílias na primeira semana. Sogra é um território minado. Você está levando o filho dela, e ela nunca vai te perdoar por isso — aceite. E nunca, jamais, fale mal da ex dele ou da mãe dele. É falta de elegância e, pior, é um tiro no pé. O novo amor vai passar o resto da vida achando que você vai fazer o mesmo com ele. E o pecado capital: falar do ex. Nem sob tortura, meu bem. Se ele insistir, dê um sorriso enigmático e diga: 'Isso é pré-história'. Mude o disco, mude as atitudes, recicle-se. Repetir com o atual os mesmos erros que você cometia com o antigo é de uma cafonice sem fim. Seja livre, sinta-se livre e, acima de tudo, não tenha culpa de ser feliz de novo. A vida é curta demais para a gente ser coadjuvante do próprio enterro

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Seu destino no jogo de búzios...


Poupem-me dos divãs. A psicanálise, convenhamos, é um tédio absoluto — coisa de gente que se leva a sério demais e adora sofrer com hora marcada e ar-condicionado no máximo. Eu prefiro a minha cartomante. Ou melhor: essa senhora que joga búzios, tem corpo de nona italiana e um colo que nenhum Ph.D. Alemão jamais terá. É muito mais chique. Ela nos recebe como quem espera um filho pródigo que só faz bobagem. Dá sermão, passa a mão na cabeça e, entre uma chacoalhada e outra nos búzios, resolve a vida. Porque, vamos ser honestos: ninguém acorda querendo saber do sobrenatural quando está ganhando na loteria ou com um amor esplêndido debaixo do braço. A gente procura o místico quando a coisa desanda. Lá dentro, o mundo ganha cores vibrantes. O 'fulano' vira um perigo iminente, o 'cicrano' é o invejoso de plantão e, de repente, você descobre que a sua vida não caminha porque está 'amarrado'. Que alívio! A culpa deixa de ser sua — o que é sempre exaustivo — e passa a ser da zica alheia. É libertador. Depois, vêm os banhos. Saio de lá parecendo um pote de tempero ambulante, exalando canela, açúcar e uma esperança quase infantil. É ridículo? Talvez. Mas é de um romantismo que essa modernidade asséptica, cheia de termos técnicos e diagnósticos de farmácia, nunca vai alcançar. Entre um relatório de terapeuta e uma vela de sete dias com mel para 'adoçar' o bofe, eu fico com o mel, sem pensar duas vezes. No mínimo, a gente sai com a alma lavada e um perfume infinitamente melhor do que o de um consultório fechado. No fim das contas, a gente só quer que alguém nos diga que o amor está chegando — mesmo que ele venha a pé, de sandálias, e demore uma eternidade para tocar a campainha