Páginas

quinta-feira, 18 de março de 2010

Só as mães são felizes...


E só elas e mais ninguém sabe a dor de gerar alguém dentro delas e carregar, com tanto zelo em seu ventre um rebento que será para ela motivo de honra e gloria ou um verdadeiro desgosto. (ainda tenho minhas duvidas quanto a desgosto) mães nunca ficam com raivas e ódio genuíno mortal dos rebentos, por mais que este tenha se tornado um traste ou algo do gênero.
Mães amam incondicionalmente, choram, dá conselhos, tira os filhos do serio, invadem a privacidade destas pobres criaturas que são os rebentos. Mas sempre estão lá para o que der e vier... Ora fazendo as guloseimas, ora apenas querendo fazer um carinho ou apenas por estar lá... Cumprindo o papel de mãe!
Mãe tem por dom e não mais do que isso lembrar tudo, com memória de elefante, lembram de cada tombo, cada machucado, cada cicatriz que temos no corpo.
Minha mãe não foge a regra de nenhuma delas, faz tudo isso e muito mais... Sempre tivemos uma relação que nunca soube definir, se era de mãe e filho de amigos, nunca soube, e também nunca tive coragem de perguntar. (talvez o medo da resposta)
Sempre fomos muito unidos... Mas também sempre brigamos, e nossas brigas são as melhores, sempre baixo e muito calmo. Mas são filhos e mães cumprindo o seu papel.
Da santa a pecadora, mãe sempre vai tentar fazer pelos seus filhos o que mais prezam, educá-los, e este amor criará vida própria, quando você vier a ter um filho. Ai meu amor, cuidado... Porque estas senhoras que não fazem mais tricôs, não ficam nas cadeiras de balanço e fazem quitutes... Mas que gostam de academias, jogar carteado, hidrogisnastica, vai deseducar os seus rebentos e vai colocá-los sempre contra vocês... Os filhos de ontem até então ingratos, passa a serem os monstros. E os netos?... Os diamantes destas pessoas tão maravilhosas que chamamos de mãe.
Tenho certeza que até a Virgem Santíssima, faria o mesmo... Faria? Sim faria... E é só porque ela tinha que cumprir a profecia de Deus, pois, tenho certeza que se Jesus tivesse entrado nesta apenas por ser um lunático político, ela teria feito um verdadeiro inferno na vida dos reis da época, dos soldados nem se fala... Lutaria com eles como se fosse um leopardo defendendo a cria! E se tivesse netos... Teria um do de Jesus, e de sua esposa, pois ela seria a avó do ano, e ensinaria o neto tudo aquilo que Jesus fez (de errado claro) e ele fariam com seus pais... E assim o ciclo dos filhos e netos se perpetua!
Perpetua, vai ser sempre o discurso político de mãe e filhos, e suas brigas de geração e tudo mais... Mães, o doce dom de ser feliz sempre, ou padecendo sempre no próprio mundo, gosto da frase: “ser mãe é padecer no próprio inferno”! O delas? Claro que não... O nosso! Afinal quem ira sofrer sempre quando não dermos para fazer uma ligação? E quando não der para aparecer para o almoço? Elas... As Mães!

sábado, 13 de março de 2010

A vida de Mary Poppins!


Se a minha vida fosse um filme, seria, com absoluta certeza, Mary Poppins (o clássico de 1964 da Disney, estrelado por Julie Andrews e dirigido por Robert Stevenson). Uma babá com poderes mágicos que brota na casa do Sr. Banks para cuidar dos filhos dele. Ela chega voando, usando um guarda-chuva como paraquedas, e traz na mala brincadeiras que transformam aquela família.Um musical maravilhoso... Mas o que eu amo de verdade é o final: quando a Mary Poppins arruma as malas, abre a sombrinha e some no mapa, levada pelas correntes quentes do sul.Pois bem, a minha corrente acabou de passar. Eu me joguei de cabeça nesse voo e, por ironia do destino, aterrissei em Campinas, na casa de uma amiga que terá que me aguentar por uns dias. Sempre fui meio surtado: amo viajar, fazer malas, conhecer pessoas e devorar novas culturas. Viajar nos joga na cara que o mundo não é uma tela de plasma com controle remoto e TV a cabo. O mundo real é feito de pessoas e de como elas vivem — embora a ordem dos fatores aqui não mude o resultado.O mais engraçado é que Campinas me dá a "segurança de Manhattan". Detalhe: nunca pisei em Manhattan e nem tenho curiosidade. Meu plano de surto de consumo e glamour envolve apenas Paris; no resto do tempo, sigo viajando pelo Brasil. Campinas, no fundo, funciona como uma extensão de São Paulo. Uma espécie de "ilha de Sampa" povoada por nativos que juram que são nova-iorquinos purinhos — e totalmente frios, bem no estilo que a Rita Lee cantava.A cada vinte palavras ditas por aqui, pelo menos quinze são em inglês. Se a pronúncia é boa? Nunca saberei. Não sou adepto do inglês, prefiro o francês. Mas, ao contrário da maioria dos brasileiros que faz cara de paisagem e finge que entendeu o jargão corporativo da moda, eu grito logo: "Traduz aí!". Eles ficam horrorizados com a minha caipirice explícita. Paciência. Sou brasileiro e o português ainda é uma língua deliciosa de se usar — em todos os sentidos dúbios que a palavra permite.Tudo aqui é uma piada pronta. Sinto-me em um vilarejo onde os moradores juram que vivem em uma megalópole. É divertido; a gente ri do absurdo das pequenas coisas e das pequenas "zonas" locais. Inclusive, conheço a zona mais famosa da região: o Galo de Ouro. Um lugar fascinante, cheio de mulheres interessantes e um elenco que transborda animação.Estamos juntos praticamente todos os dias, fazendo Deus sabe lá o quê, quando e onde. Mas fazemos. Vivemos com a certeza de que ter as malas prontas é o melhor estado de espírito possível. Assim, quando o vento do sul mudar de rota novamente, já saberemos que é hora de partir, dizer adeus e rumar para o próximo alvo!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Morremos ...


(obra de Bandeira de Mello)

Sei que há tempos não escrevo, assim como há tempos não tenho um surto de manifesto, seja ele: político, social, amoroso, ou auto destrutivo.
Manifesto algum... Nada que venha da minha alma, e que transborde em um determinado momento, e vire um conto literário ou um beste seller de grande popularidade.
Acabaram os cafés de quinta feira, no Cine Odeon, acabaram também as tardes de melancolia e desespero pelo se dar bem a qualquer custo.
O mundo fantástico de Bobe é lindo somente na televisão em horário infantil. O meu “eu” sonhador, criou um calo ou uma casca, onde sonhar pode me levar a fugir de tudo aquilo que espero de mim.
Isso poderia ser uma carta desesperadamente, de alguém que esta preste a cometer um suicídio, ou então, que se tenha drogado e esta prestes a morrer de uma overdose única.
Morrer é parar subitamente de respirar, o coração parar, a boca secar e seus olhos não enxergar mais nada.
Morremos todos os dias, fechamos os nossos olhos há todos os segundos para a vida, secamos nossas bocas a todos os momentos, quando estamos com vontade de água, quando levamos um susto, quando estamos com raiva.
Morremos quando, perdemos um grande amor, quando não temos aquela roupa que nos faz bem, quando vemos alguém tão infeliz quanto à gente.
Morremos a todo o momento, quando não satisfazemos o nosso ego, com sexo voluptuoso, selvagem. Aquele que faz você sentir medo, dor e prazer tudo ao mesmo tempo e com a mesma vontade de ter algo sempre perto de nós.
Morremos e renascemos como fênix, ou como uma águia, que escolhe se isolar na montanha e fazer um pacto com a sua segunda chance.
E ai um salto... Abre se as asas e encara o mundo com seu vôo maravilhoso, ou então um salto... Para morte.
Assim é o ano que se inicia, apenas morremos de um ano para outro, e, em plena meia noite voltamos com mais força, garra e esperança.
Nascemos de uma forma peculiar de querer sempre o melhor, lutar - enfrentar dragões e montanhas, escalar os picos mais altos, e viver... Agarrar na força da vida a esperança do mundo melhor.
E sonhar, sonhar sempre... E criar as coisas mais inusitadas em que nossas mentes possam alcançar!
E assim, morrer sempre. E ressurgir sempre. Com a mesma intensidade que desistimos.
Aos que não acreditam na ressurreição, a estes é esperar pela morte... Mas aos que acredita a estes a vida!
Uma vida longa e prospera uma vida de fartura e de grandes conquista. É assim o começo de um novo ano.
A todos, um ano de conquista, sucesso fama e gloria, com muito dinheiro, isso é que espero de mim e o que espero para nós!
2010 com realizações e com apenas o ressurgir da águia. Um pacto entre você e a vida, entre você e a ressurreição!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Prazeres que nem o máster card, paga!



Há coisas na vida que se torna impar, e absolutamente irresistível. Entre tantas, é você sair em uma sexta feira, com um amigo (querido e totalmente especial) para celebrar o seu aniversario, beber e nesta conversa mostrar o quanto são iguais e que estupidez e inflamação para o ego (o nosso. Claro!) faz um mau enorme para a nossa inteligência.
Mas, mesmo assim, você bebe e comemora a vida as celebrações, o amor, a falta dele, e tudo mais.
Escuta as lamurias, fica por conta com este amigo, que nunca, e quando falo nunca é sempre, da o braço a torcer, que às vezes precisamos retroceder, e aceitar o outro com os defeitos que ele tem! Mas sempre sou suspeito para falar, tenho um amor incondicional pelos meus amigos. E aceitar e defende-los é uma questão de honra!
Isso acontecendo na lapa, uma das regiões mais interessantes e adversas do Rio de Janeiro.
Depois um concerto de câmara, sala Cecília Meirelles, garotos entre seus nove, doze anos cantam como canarinhos. E são de fatos os canarinhos de Petrópolis, apresentação impar e maravilhosa. Um tenor presente que parecia falar com Deus. E uma orquestra que parecia tocar para a sua majestade... Eu, lógico! Uma sala vazia, com poucas pessoas, e que nem de longe sabem apreciar o que a cidade tem oferecer! Na minha frente um senhor de meia idade, chora copiosamente, quando escuta Heitor vila lobos, As Baquianas!
E o choro se estende, no segundo ato, quando os canarinhos soltam o seu piado.
Jane, Faslala e eu, participando deste momento. Jane é uma criatura incrível, de alma pura, verdadeira, e sincera.
Uma menina miúda, de traços simples, rosto afunilado, olhos grandes, que parecem estar atento a todos os gestos e movimentos, expurga a dor do mundo, como um ser humano faz sem problema algum. Ela ama e odeia como toda gente. E ama, ama a vida, seus sonhos e suas conquistas. Conversar com ela faz a gente sentir um ser humano amado, e odiado também, na mesma proporção.
Para ter uma idéia do que estou falando, a melhor cosa que se faz é: ou mudar para o Rio de Janeiro e freqüentar a lapa, ou fechar os olhos e pensar na coisa que mais lhe do prazer, respirar fundo, imagine a companhia que mais lhe agrada e pronto. Esta formada a idéia de como foi vivenciar isto tudo. Agora se neste momento lhe der vontade de ligar para alguém só porque deu saudades de ouvir a voz deste ser prazeroso, ligue... Ligue sempre... E seja , este amor de canarinhos, cotovias, buzinas e lapas, e bares e gente!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fique linda, jovem, e rica!


Para ficar linda, nem é tão difícil quanto aparenta e nem de longe precisa pagar tão caro!
Para ter sempre uma aparência conservada e nova – com aquele frescor, uma pele sempre saudável, aproveite seus dias de paz e se esmere em você.
Ao acordar respire fundo. Todos sabem que o ar entra por todo corpo e limpa os pulmões dando mais vigor e disponibilidade. (lembre também que, ar, não vende em supermercado e muito menos por catálogos).
Lave o rosto com água e sabonete, água sempre natural. Nada de água quente, morna, ou gelada. Água da torneira da sua pia. Não deixe um só resíduo de sabonete em seu rosto, tire todo e com água, claro(nada de querer bancar a samaritana e conservar a água do planeta) lembre que preservar o meio ambiente faz parte de todos! A beleza só a você!(e já querendo fazer uma aspas com os ambientalistas. Para onde foi toda água que a beija Flor de Nilópolis, carregou na avenida?).
Bom! Mas, depois, de feito tudo isso, é hora de pensar na alimentação. Tudo muito simples: suco de fruta natural, nada de caixa. Café preto para ativar a memória( o que adianta ficar a cara da Vera Ficher, com a idade mental de Dona Maria Louca) pães de todos os tipos, uma fruta e mais nada.
Saia para dar uma caminhada. Ative sua circulação, espreguice, aproveite o sol, e a chuva se estiver chovendo. Mas caminhe... Ande sem rumo sem destino, não seja metódica com você e com seu corpo, o deixe livremente para poder receber o que o dia tem a oferecer.
Faça uma mistura simples para a sua pele, açúcar, fubá e mel... Ótimo adstringente fique o dia todo, aproveite e faça uma hidratação no cabelo. ( as más deixas, precisam de cuidados) abacate, óleo de amêndoa e um ovo(nunca pude comprovar a veracidade da receita, pois, sou totalmente careca) (embrulhe todo cabelo neste preparado com papel alumínio para aquecer e amolecer os fios do cabelo). Deixem agindo no momento em que estiver fazendo outras tarefas de casa Assim como a mascara adstringente!
Depois desta performance, calórica para o seu couro cabeludo e esta argamassa para seu rosto, é hora de relaxar... E nada melhor que uma boa hora de sono.
O quarto deve ser arejado, também deve estar totalmente escuro, um breu.
Durma sem culpa, e sem peso na consciência!(nunca ponha planta dentro do quarto, elas também precisam de ar e com certeza, ira dividir com você, então plantinhas só na varanda).
Ao acordar, tome seu banho de mais ou menos uma hora, para tirar todo o preparado do dia que foi aplicado em você.
Tome seu lanche da tarde, apenas um suco e uma furta.
Vista sua melhor roupa, aquela que sempre te deixa linda, magra, e bonita. (aquela roupa que os homens sempre olham) passe um batom, cor natural (os vermelhos intensos estão na moda, mas, por favor, são lindos em meninas entre os 17 e 25 anos).
E vai a luta, procure um bom restaurante, escolha sempre uma mesa que fique entre a porta e uma janela, mas sempre no fundo. (caso tenha algum acidente, tipo pegar fogo na cozinha você já estará prevenida, e poderá sair pela janela sem pagar a conta e sem culpa).
Quando for cortejada por um belo rapaz ou por um senhor que seja centenário, acene apenas com a cabeça, nada de chacoalhar aquele braço, que insiste em demonstrar a bandeira do tempo.
Mostre o quanto você é fina rica e chic.
Lembre que dinheiro não é gripe ou uma doença viral, (isso não pega) nada de querer badalar por onde as suas possibilidades, não deixam... Mas já que pode gastar o seu FGTS, Salários, só por um dia, então aproveite e gaste-o e seja feliz, caçar um dote e um bom partido em dias atuais é quase que percorrer a procura do Santo Gral, mas vale a pena arriscar. E se hoje é seu dia de sorte? E se de fato o príncipe vier montado mesmo no cavalo branco, e com as burras cheio de dinheiro? Eu ainda prefiro os que vêm em um Áudio A 4 com banco de couro. (destes que encostamos e ela logo reclama... muuuuuuuuuu).
Bom! Arrumou o partido. Esta linda depois do preparado, agora ruma para noite. Se você fuma(embora faça muito mal a sua saúde, preferível evitar) então carregue seu isqueiro, dentro da sua carteira, assim como o seu cigarro dentro de uma cigarrilha, não existe coisa mais cafona que ver uma mulher abrir o maço de cigarros na rua!
Fume sempre com a mão esquerda, pois a direita deve ficar livre para ser apresentada e apertar as mãos de outras pessoas. Nunca mas nem sobre tortura esbafori fumaça no meio da roda em que está, ou na cara do homem que está te acompanhando.
Nem preciso falar, mas cinzas de cigarro no cinzeiro. (agora com esta nova lei do antitabagistas nenhum lugar fechado pode fumar). Mas, ai fica o dilema, se o cavalheiro em questão lhe acompanhou fora do estabelecimento, para ver você tirando suas baforadas-então quando acabar o seu cigarro, nada de jogar a “guimba” no chão. Apague o delicadamente na sola do sapato, e procure um lixo nas mediações para que possa ficar livre deste detrito. Não tem lixeira? Como assim? Geralmente nunca tem. Então faça tudo, e procure, se não encontrar melhor que se tem a fazer, é comer o guimba do cigarro e dar adeus ao príncipe.
Uma dica: Fume na sua casa, com a porta fechada e luz apagada (evitar problemas com os ambientalistas de plantão).
Volte para casa sempre no terceiro drink. Vá por mim, no quarto você já esta mais solta, mais leve, fala um pouco mais alto e ainda quer dançar.
Faça isso, quando não for encontrar com ninguém, só você e sua culpa de não poder ter sido Ana Botafogo e Marilia Pêra dando algum espetáculo
Se com todo este comportamento de moça de família, criada em princípios católicos, não resolver o fato de você ficar linda, ficar jovem e rica, então meu amor seu caso é com o Pitangui, e sua habilidade em estética facial e corporal.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Não sei porque escrevo!



Não sei por que escrevo. Eu só escrevo.
Escrever é como andar em dia de chuva e reparar as pessoas. É assim que minha mente funciona, um grande formigueiro que recebe cada gota de água, disparando o inimaginável.
Para onde vão todas estas formigas? E o que fazem em dia de chuva? As pessoas correm de lá para cá. É uma verdade um fato não vão!
Assim é a minha cabeça, assim sou eu sem pretensão alguma, de querer fazer ou mesmo escrever algo.
Penso logo em sexo.
Sexo é um exercício para escrever... E penso no ato sexual... Como se fosse um grande diário em branco que vamos escrevendo...
Aquele corpo todo envolvendo, nos transformando em linhas, largas ou finas nos introduzindo membros que são as canetas esferográficas (de pontas finas e grossas)
A expressão do corpo é isso uma grande caneta com um enorme caderno em branco que vai bailando e expressando. Por isso escrevo!
Se, escrevo bem ou mal, isso também pouco me importa.
Se ira gostar do que leu se irá ler ou se vai gostar de ler!
Às vezes me oponho a escrever... Mas outras vezes entro em uma crise de onomatopéia, hipérboles parágrafos e parábolas... E... Escrevo.
Odeio a língua portuguesa e seus grafismos e “achismos”
Esta para nascer coisa mais chata que a língua portuguesa?
E eu ainda insisto em escrever... Escrever deveria ser pratico como as frases curtas.
“Vai tomar no cu”! Frase curta agressiva direta, e que pode ter varias conotações.
Ou então: “Filho da Puta, porra!” “Porra! Filho da puta.” viu mudamos as conotações.
Escrever é isso, com vírgulas e virgulinos mudando as conotações do escrever!
E me pergunto por que escrevo?
Odeia-se a língua portuguesa, se gosto de frases curtas, tenho pavor dos duplos sentidos.
Escrever! Não sei por que. Não me interessa! Nem a mim e nem a você!
A ninguém!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Minas...




Minas...

Minas Gerais é sem sombra de duvidas e nem distante o lugar mais lindo e charmoso da América do Sul. Que sa. do mundo
Seu céu tem cor de um azul cobalto que causaria inveja até mesmo, na aquarela e em uma cartela de cores... Lazulis.
Suas elevações de montanhas dão o ar de imponência que poderia ser retratada como uma jóia de Lucien Filkenstein, o verde tem um tom “Esmeraldo” que até nossas “vistas se atrapaia”...
Não temos um mar, mas temos furnas, café com melado, bolo de fubá, pamonha, curau, o doce de leite o cigarro de palha e as prosas ao pé do fogão a lenha. Temos Débora Falabela, Milton Nascimento, Leopoldina, Rafael Azevedo ( no qual reservo o meu carinho).






O café torrado, moído e coado na hora, na casa de Cláudio e Elida (amigos das horas e de horas).
As prosas contadas por nossos avós, e depois pelos tios no almoço de domingo é uma tradição de há séculos.
Temos ainda goiabada cascão em caixa, queijo branco, que poderia fatalmente terminar na segunda guerra do café com leite.
A simplicidade dos homens mineiros chega a ser o fino trato da elegância, e de aprendizado cultural.
As senhoras e suas novenas, procissões festas e quermesses, tudo isso “em um coração mais maior de grande.”




Apaixonei-me por minas, quando comecei a me amar!
Hoje posso falar como uma verdade absoluta que a conheço como a palma da minha mão.
Minas Gerais é o meu lar, é minha mãe que me embala nos braços me fazendo dormir quando estou com medo.
É uma fazenda de tecido, em chita, renda e bordados quando quero o mundo mais alegre e bagunçado.
É o pão de queijo com café quando estou querendo vender meus sonhos.
Quando eu era criança em minas, olhava para o céu e via nuvens desenhadas, e meus sonhos iam ao vento. Imaginava outra vida como bem me interessava; criando minhas fantasias como visão encantada mudando tudo como uma vara de condão. Eram fadas, bruxas, duendes e super - heróis. Tinha o poder entre os dedos.
Minas Gerais me coloca em posição com lúdico, e ao mesmo tempo traça um paralelo com o sul real.
É onde me encontro, me perco,sou alguém... Ninguém sou um amontoado do mesmo. Sou do mundo, mas sou Minas Gerias!