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terça-feira, 18 de maio de 2010

O andar nos causa tédio quando aprendemos a voar... 1988 o ano que fizemos contato...


Deveria ter entre meus 15 para 16 anos, quando o mundo se revelou de uma forma intrigante para mim, foi quando comecei a prestar atenção nos fatos e acontecimentos.
Ano que já não era mais uma criança e muito menos um adulto, já estava cursando a 8ª serie do colegial. Era como todo adolescente, mas não um adolescente comum. Destes, que se aborrecem com o mundo se trancafia em um quarto, que quer aprender falar inglês porque estava na moda (sempre fui muito brasileiro para estas coisas).
Ou simplesmente queria participar dos bailinhos feitos na casa de colegas porque ainda não podíamos sair à noite.
Enquanto pensavam nestas coisas, eu voava...
Campos Gerias se revelava, uma cidade conectada, cheio de festas, esperávamos o ano todo pela festa do Ancião na Vila Vicentina, geralmente éramos mais famosos que atores de televisão, apresentávamos todas as noites nesta quermesse, cada dia uma apresentação diferente!
A festa da padroeira da cidade era também em julho então ao termino de uma festa os atores mirins iam para outra festa se apresentar sem descanso ou momento para ensaios. (era tudo tão lindo e mágico que a gente não tinha noção da grandiosidade daquilo)
Neste período enquanto os meus colegas iam para os bailinhos na casa da Roberta, eu ficava em casa ensaiando meus passos frente ao espelho, enquanto comentavam o que fizeram no fim de semana ou como haviam saído na prova da escola, eu ficava no canto lendo Nelson Rodrigues, (o que escandalizava minha mãe) mas a verdade é que sempre detestei a coleção vaga lume, Machado de Assis. Enquanto tínhamos que ler capitães de areia para fazer a ficha literária, eu já estava terminando a coleção de Jorge Amado, e maravilhava com a literatura de Os Anarquistas Graças a Deus de Zélia Gattai. Meu primo fazia um evento no clube ARC, um clube que era apenas freqüentado pela sociedade camposgeraensse, o Festival da Poesia, era muito interessante.
Eu, e um amigo, sentávamos na janela de sua casa, mas não era uma janela comum, era a janela que nos conectava com o mundo, onde criamos nossos sonhos e planos. Onde se via o por do sol (eu odiava e ainda odeio o por do sol, detesto essa hora nem barro nem tijolo. Alguém uma vez disse que é a hora que Deus cochila, acho que é verdade)
Eu, menino nem moço, nem homem nem mulher, já viajava sozinho, por ter credibilidade com minha mãe. Enquanto meus colegas assistiam sessão da tarde, o filme: E.T(hj posso definir que eles se identificavam com o filme) eu já tinha visto, A ultima paixão de Cristo, o Ultimo Imperador (ganhador do Oscar) e o filme polemico para época Camille Claudel. Apaixonei-me pela arte.
E pelo mundo do figurino e da indumentária, quando vi Clodovil Hernandes, na teve mulher- ali percebi que era tudo aquilo que ele era e poderia ser.
Foi neste mesmo ano que Ulysses Guimarães, disse “Viva a vida que ela vai defender e semear!” dizendo a respeito da nova constituição (mal sabia ele que ela teria emendas, retalhos e falcatruas)
E na cidade de Campos Gerias vivíamos a política medica o prefeito Dr. Salvador de Mesquita. (bom? Não sei opinar, ainda ficava voando no mundo das artes)
Aos domingos era sagrado ver Silvio Santos com show de calouros, e acabava ele apresentando o programa de misses, neste ano a Miss Brasil foi Isabel Cristina Beduschi.
Foi o ano da morte de Chico Mendes, que lutava pelas terras e a não exploração da amazonia.
E o nosso dinheiro era o cruzado, o melhor que tudo tinha um preço pela manha outro na parte da tarde e a noite isso multiplicava.
Todos ouviam Roxette, Guns N Roses, Angélica com o seu hit vou de taxi, eu ouvia Marisa Monte, aquela mulher cabeluda com voz de opera, cantando Bem que se quis, Milton Nascimento e Dalva de Oliveira( um suplicio para minha mãe) e desespero para os vizinhos.
Foi a primeira vez que assisti a uma peça de teatro pensante, sem aquelas coisas infantis no meio. Vi a montagem de Brecht feita por Caca Rosset.
Neste período já sabia o que era maconha, (experimentado também) já tinha feito sexo com meninas e meninos. Com as meninas achava que era o Axell Rose, da banda Guns e com os meninos achava que era Madonna.
Alguns colegas eram apaixonados na Patrícia ferreira de Souza, (um dos ícones na cidade) outros na Soraia do Ricardo (também um ícone) (as pessoas no interior colocavam o nome do pai como referencia) eu também tive minha paixão por ela, mas viramos amigos e ótimos- claro!
Tudo acontecia nesta pequena cidade do interior, mas o mundo me fazia sempre olhar para fora.
Todos preocupavam com os estudos, eu me preocupava exclusivamente com a vida social, e poder participar de tudo aquilo.
Podia se ver na praça a formação do calçadão e as pessoas curtindo a noite por lá.
Podia escutar no bar do jiló a melhor musica ao vivo, depois ir para o casarão, o bar da tia lu, estas coisas todas- e principalmente depois ficar mal visto na cidade, por não ter idade para participar de tudo aquilo. Mas eu com a minha cabeça cheia de sonhos e questionamentos não poderia ficar de fora e nunca deixar de fazer o contato com o mundo, onde aprende tudo, as coisas que são boas e as que não são boas. E eu participei da ideologia de cazuza ( hoje não o vejo como um profeta) as caras e bocas de Madonna, o bom dia amiguinhos já estou aqui da Xuxa, a voz sedutora de Tracy Chapman, e chorei com a metade do mundo e com o tigre de Seul! No ano de 1988.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pretensão




Andando sem pretensão alguma pela rua, somente sentindo o sol da manha, comecei a sentir o bater da brisa no rosto como se fosse uma benção divina, neste momento esqueci por completo a minha existência quanto humano e passei a fazer parte deste contexto entre o sol e a brisa.
É como se meu corpo já não existisse, naquele momento, era eu e a bondade de Deus.
Quando comecei a perceber cada casa, cada recorte de das nuvens as pessoas e... Um toc toc muito leve e suave, como se fosse a percussão de algum tambor indígena, foi quando este toc toc começou a aumentar e me fazer lembrar dos poema de Cecília Meireles: “A canção dos tamanquinhos”, por mais que aquele barulho rapidinho me irritasse profundamente, no fundo bem lá no fundo o poema me fez voltar a infância. Uma infância ingênua e engraçada, que corríamos na rua, jogava bolinhas de gude, tocava campainha da casa das pessoas e saia correndo.
O toc toc ligeirinho da minha mãe chegando em casa, para o almoço, da minha avó arrumando para ir as missas dominicais, pela manhã.
O toc toc vai ficando forte e irritantemente constante como batidas fortes de alguém que esta mais apressada, e que perde o seu tempo para chegar a algum lugar com muita exigência! E, esquece de apreciar aquilo que naquele momento era importante para mim, e que estava perdendo o seu valor por causa deste barulho chato: toc toc toc toc toc toc!
Neste momento criei uma inveja do sol, que aquece e ao mesmo tempo tão distante. Fiquei com ciúmes do céu e das nuvens que estava tão perto dele, dos pássaros que podiam abrir suas asas para alçar vôos pela brisa que naquele instante era minha!
Sem saber aonde chegar, andei, andei muito e rápido para que aquele barulho não me perturbasse tanto. E procurando a paz dos meus ouvidos somente para sentir aquele momento único do prazer Divino, me sentir por um só instante o Divino, por ser sua imagem e semelhança.
Quando me deparo com zum zum zum, brum brum brum, era uma onomatopéia de sensações e sentidos.
Foi ai que percebi que Deus, quis e mostrar que tudo aquilo que no momento estava me atrapalhando, também passava e observava. Tornando-me condescendente com o mundo, largando o meu lado egoísta e vendo tamanha pretensão a minha de querer ser parecido com Deus e ao mesmo tempo ter o dom divino de reger as coisas ao meu modo.
E o sol? Este continuou a brilhar forte e aquecer, a brisa? Continuou ventar fria e a tocar nas pessoas.
E eu? Continuei com ciúmes do céu e dos pássaros!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Festas...





E ai, como sobreviver a uma festa? Não sei, nunca opinei por estes assuntos seja ela qual for. Das temáticas a rega-bofe, festas sempre foi uma grande tortura tanto para quem recepciona como para quem é recepcionado.
Uma grande festa para ter o seu valor sucesso, seria assim:
Você, somente, e quando digo somente é sozinho mesmo. Um cantor que tenha uma voz doce, nem muito grave nem muito agudo, apenas uma voz macia e aveludada. Que cante baixo e faça a gente ter vontade de ter muitos convidados- mas como convidados quase nunca sabem se portar nestas horas então melhor sozinho!
Bom! A bebida a melhor possível, vinho se for uma musica clássica, mas como minha festa tem que ser regada de samba então choop ou cerveja (caipirinha) nunca dispenso. Depois os comes para um bom sambinha a comida de boteco (saudade do Rio, e da festa da Mãe do Luis) e da comida da tia Lucy comida de boteco mesmo.
Um garçom e uma cozinheira de mão cheia, precisa de coisa melhor? Não!
Ah precisa as baianas de Dona Olímpia, maravilhosas, com uma bandeja de vatapá na cabeça e rodando as suas saias rendadas (brancas) nada de colocar aquele branco encardido que mais parece bege (branco é branco) e ai sem conversar e sem falar nada aproveite ate o sol raiar.
Agora, tem pessoas que só sobrevive a uma festa regada de pessoas. E o pior é combinar pessoas, tem fulano que não combina com cicrano, tem o cicrano que separou do fulano e por ai vai.
Uma festa para ter muitos convidados precisa de ter um político de sucesso que esteja nas pagina policial (claro, ou participado de uma CPI,) uma modelo, preferência uma miss, umas pessoas da moda, um gay totalmente irreverente, geralmente as festas estão garantidas com eles) mesmo que caia na derrotada da coluna social do dia seguinte. Enfim as pessoas devem combinar, e ser a harmonia da festa, deve combinar inclusive com a decoração
Com amo Danuza Leão, só ela poderia escrever sobre isso de uma forma tão gostosa de ler!
Mas já que este mesmo disposto a essa grande tortura, por favor, seja o anfitrião ou a anfitriã, esmere no conforto dos seus convidados, faça a propagação da festa, para os inimigos e invejosos morrerem de ódio.Que sua roupa seja da mesma alfaiataria do Papa Bento (ele veste Prada da cabeça aos pés) e olha que ele nem participou e nem uma pontinha no Diabo Veste Prada- coitado!
Depois pense na ornamentação da festa, flores do campo para primavera, flores clássicas e nobres para meia estação e para o frio-bloco de gelo. Pelo menos nunca faltara gelo para as bebidas de dose.
E ai terá uma festa regada a gelo gente falando alto, e muita disposição para a noite toda.
Um cantor sertanejo, melhor dois- uma dupla emergente sempre é boa, eles ainda recebem pedido dos convidados.
E sempre tem aqueles que ficam do lado dos cantores pedindo toca essa, você sabe essa? E por ai vai à noite toda e os cantores monopolizados pelo chato que ama sertanejo.
E voilà! ... Será? E se chover? Cobre de lona, Poe uma carne para assar e faça deste verdadeiro dilúvio um churrasco, e um ensopado de carne de gato!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

QUEM NASCE NA SAPOLANDIA É?...


...Camposgeraenses... E mais nada!
De volta ao mundo, de cangereyork.
Vendo coisas que não queria e nem me importava em ver e nem saber.
Já pensou uma câmara passar a noite votando em definir, se um bairro deve ou não se chamar, Santa Luzia (que não tem nenhum motivo) nada contra a santa em questão, até porque a cidade cangereyork sofre de administração e não mau de visão. Ou Sapolândia(nada contra os sapos) mas este nome existe desde o tempo que o colonizadores chegaram a este município, então culturalmente e como patrimônio do local, Sapolândia seria o nome a ser dado para o Bairro de Cangereyork! E me desculpem os moradores, morar na Sapolandia, não os transforma em sapos, verdes e muito menos em elixir de Bruxas. Eu e minha cabeça de Peter pan... Na terra do nunca.
Quando chegava a esta cidade lembrava sempre do texto de Drummond que falava cidadezinha qualquer, que tem como termino falar que a calmaria e a simplicidade do lugar se tornavam a vida besta. E sempre foi besta! Desde que me entendo por gente, cangereyork tem as mesmas coisas as mesmas pessoas e mais nada... E ninguém tentando fazer nada para melhorar ( se alguém falar que também nunca fiz, atiro a primeira pedra e falo que é verdade) afinal fazer algo delega poder e nunca tive, e os que tem... Nunca fizeram e não fazem!
Mas Quintana, mesmo vendo que a vista é besta, mostra uma cidade mais cheia de graça e que cabe tudo em um só olhar.
O olhar da compaixão dos que amam, dos que divertem, das crianças, dos burricos que pastam na praça, dos descamisados que não são assistidos pela assistência social e que residem na Praça Josino de Paula Brito, das pessoas que querem uma cidade melhor, um bom lugar para morar com uma boa qualidade de vida.
Querer nunca foi poder, já dizia este velho clichê, mas que funciona muito bem. Uma briga entre o céu e a lagoa, mas não a lagoa Rodrigues de Freitas e sim a lagoa do vale dos Ypes!
Que Ypes? Cortaram todos em cangereyork! Ype agora só se for marca de sabão. Um sabão para lavar a Praça Josino de Brito, que anda precisando, para pelo menos ficar com um aspecto limpo!
E ai faz abaixo assinado, uma legião da boa vontade tenta sair da sapolandia e ganhar a redenção do céu.
Outros sapos ainda querem ficar com o nome de sapo, porque são mais inteligentes que os outros, afinal quem disse que sapo não vai para o céu? Alguém se lembra da fabula festa no céu? O sapo de esperto foi dentro do violão... Mas foi!
E não precisou de vereador ou abaixo assinado, um plebicito daria muito certo no céu e na lagoa! E ninguém seria desafeto para ninguém, nem para a Santa, nem para o Sapo.
E com toda esta briga nunca terá dignidade por quem lá reside, pois o tempo livre para pensar pensa logo em denominar bairros.
Mas os sapoyorkinos querem se comparar aos gangeryorkanos quer perder a sua identidade e seu patrimônio... Como tudo por aqui, tudo se perde... Afinal onde estamos? Terra do nunca? E eu ainda espero o TIC TAC dentro da barriga do jacaré que engoliu um tempo muito... Muito... Muito... Distante de nós!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Notas rápidas...


Sobre amigos:

Amigos são os irmãos que escolhemos, não nascemos predestinados a eles. Então sejamos amigos. Incondicionalmente, na alegria e na tristeza na suade e na doença.
Ficar agindo que é amigo só porque os namorados, maridos e afins tem algo em comum, lembre-se que toda sociedade é solúvel em água e sonrisal... Uma hora chia. Se for para falar mal e agir com falsidade, para que ter amigos? Amo os meus e tratá-los incondicionalmente com carinho é questão de amor e reciprocidade!

Relacionamentos:

Gosto das pessoas que quando vão começar um relacionamento, convida a todos para um champanhe e um bolo, e apresenta o distinto ser em questão.
Mas quando terminar, por favor, faça o mesmo e diga que é uma celebração ao novo. Se for chorar pelo que acabou, melhor nem terminar ou mesmo nem começar. Seja pratico, nunca fale mal do ser que por meses, dias ou anos te fez feliz! Detesto este amor bandido “negue que me pertenceu”! Isso ficava lindo para Dalva de Oliveira. Já que vai falar algo do ex diga apenas bem, só assim ele vera a pessoa maravilhosa que perdeu! Mas se o caso foi traição, ai sem chance melhor mesmo espalhar aos sete cantos do mundo o quanto o ser é cretino e insensível! Como nunca tive vocação para ter um relacionamento e um amante, e também nunca consegui administrar tudo isso. Gosto sempre de lembrar que fidelidade, é o que é fiel a origem o começo, seja a favor da lealdade, porque assim você sempre será leal e fiel a você!

Pessoas:

Nem preciso dizer o quanto o mundo é adverso, e os clãs ou os novos grupos sociais também.
Mas esta regra nunca muda: “quando apresentar alguém lembre que os mais velhos sempre são apresentados primeiros, ou então pela titulação que o individuo carrega, e nunca ao contrario os mais jovens ou os que não têm titulação.
Quando vou ser apresentado a um novo grupo e este tem mais do que três pessoas, dou um oi geral, digo muito prazer a todos e depois vou me socializando.
Detesto pessoas que quando conversam no meio da frase soltam uma frase em outro idioma, acho isso pedante e deselegante (quando são amigos já pergunto onde é o botão da legenda) nada contra quem tem mania de “INOS”, mas os inos falados nos países de origem são maravilhosos, no Brasil da um ar de ostentação, que chega a ser cafona!

Bebidas:

O doce sabor de poder ficar alterado licitamente, e vendo o mundo mais colorido!
Algumas bebidas ainda continuam em alta outras já nem existem mais e algumas novas entraram no mercado... Mas tudo pelo nosso bel prazer de podermos ficar mais soltos e relaxados, mas já vamos combinar que beber em demasia e ficar caindo pelas ruas, só em caso de suprema necessidade (se é que existe e justifique tal ato alcoólatra)
Nada justifica beber para aparecer e ser o centro das atenções. Beber e achar que o mundo é um cabide e ficar pendurando e dançando e se exibindo empoleirado em algum lugar, pode ser maravilhoso dentro de um quarto com a porta fechada e com uma meia luz. Apenas, você e o companheiro (a) em questão além de chic é performático! E lembre que para os que são apreciadores de um bom vinho, lembre que existem lugares para apreciá-los, voltando a tecla da indiscrição, beber vinho em um pais totalmente tropical, com um calor de 45 graus a sombra pode ser elegante, mas o ambiente tem que ser climatizado e não uma pizzaria onde servem petiscos como entradas! E tenho dito!

Ressacas:

Como é bom ter, e as minhas me dão uma amnésia momentânea, fico totalmente apático, ao que aconteceu no dia anterior o que foi dito e por quem foi dito, se teve briga, se não teve. Se alguém beijou e, ou no fim da noite saiu com alguém ou foi encontrado!
Mas depois de algumas horas um banho, e uma comida leve ai revigorado e a memória vai voltando aos poucos... E o melhor lembrando cada fala e cada situação... Telefone em mão e comece a proliferar e a verbalizar tudo, que aconteceu e ria e conte para todo mundo... Afinal que graça tem, ter ressaca fazer algo totalmente inusitado (mesmo indo embora de braços dado com dois soldados) e não poder compartilhar com ninguém? Então conte e aumente um pouco para a estória ter uma emoção maior!

Comportamento:

“Em dias de hoje bom que se proteja Deus está conosco até o pescoço...” Esta é a mais pura verdade, afinal o nosso comportamento está de mal a pior, ou somos totalmente mal educados e não usamos o nosso bom dia boa tarde e boa noite, com licença, até breve, desculpa, precisa de alguma coisa, posso ajudar, são palavras e atitudes de pessoas bem educadas e que nunca cai de moda.
Há pessoas que se desprende pelo outro sem cobrar nada, só pelo simples dom de ser boa por natureza, (são tachados como Madre Tereza de Calcutá) como se isso fosse indigno dos seres humanos. Mas a verdade é que estamos tão preocupados com o nosso umbigo que esquecemos os outros, e nunca estamos dispostos a estender a mão e ser solidário. Fazemos o nosso convívio diário o mais puro momento de levar vantagem em alguma coisa. Então por um dia ou por algumas horas vamos fazer uma campanha de mobilização com o nosso espírito e sejamos por um minuto uma Madre Tereza de Calcutá. Será que conseguimos?

terça-feira, 23 de março de 2010

O doce sabor de viajar!



Viajar sempre foi o meu forte, arrumar as malas conhecer lugares pessoas e culturas (já estou ficando repetitivo)
Gosto de viajar, isso é fato! Conseqüências? Todas as que me dê prazer. E a melhor viagem não é apenas aquela em que você arruma as malas e parte rumo ao desconhecido.
A melhor viagem que temos é a astral, aquela que você sai do corpo e lembra-se das coisas que fez e o quanto aproveitou. (como gosto de transportar para os meus lugares favoritos! E quem não gosta?)
Quando estou netas viagens o que mais recordo é o tempo que criança, sinto gosto e o cheiro das coisas, tenho ate hoje na minha memória, o cheiro da minha avó (das duas) quando estava a beira do fogão cozendo para toda a família.
Minha avó materna fazia bolos e doces como ninguém... Ela cheirava açúcar (por isso tão doce) e seu nome claro, mais doce ainda. Balbina, mas carinhosamente, Doquinha, uma senhora corpulenta, que pronunciava muito bem as palavras, de mãos macias, voz mansa e cabelos prateados como a lua.
Até brava era carinhosa com os netos (pois com os filhos nem tanto), quando me lembro dela meus olhos ficam marejados e claro, e com uma vontade imensa em comer doce de cidra (que ela fazia, nos tachos de cobre), assentar no avarandado do quintal, e escutar meus tios e suas conversas sobre tudo, mas tudo mesmo.
Minha tia tem por Dom nos encantar com suas estórias e historias (por isso gosto tanto do mundo das artes) por minha mãe, e minhas tias: Cida e Ângela (sempre tive uma ligação forte com o universo feminino da minha família)
Minha avó paterna era deliciosa, cheirava a folhado, cozinhava as coisas de sal com tanta primazia que podia matar qualquer chefe de inveja, fazia tudo com tanto carinho que isso era maravilhoso, e assim como todos que cozinham com temperos, era apimentada brincalhona irreverente. Também tinha loucura com os netos, fazia tudo para agradar, mas brigava com a mesma intensidade que os amava.
Tenho certeza, que em uma briga entre pais e filhos, ela tomaria (tomava) partido dos filhos claro!
Os netos era sempre os errados. Minha avó paterna nos deseducava, nos beijava o tempo todo, nos ensinava a falar palavrões... Amava-nos!
To certa que no fim da vida ela achava que eu era a pior pessoa do mundo, o pior neto que ela já teve. (mas aos 86 anos com esclerose, qual seria o neto perfeito?)
Tenho por todos os meus familiares, um carinho enorme, cada um com sua importância e singularidade, mas por estas duas pessoas... Como tenho saudade, como as amava (e amo) e como o amor dói! Mas ter estas dores e sofrer por amores só mesmo viajando! E tendo sempre a sensação que somos uma letra de samba canção interminável!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Só as mães são felizes...


E só elas e mais ninguém sabe a dor de gerar alguém dentro delas e carregar, com tanto zelo em seu ventre um rebento que será para ela motivo de honra e gloria ou um verdadeiro desgosto. (ainda tenho minhas duvidas quanto a desgosto) mães nunca ficam com raivas e ódio genuíno mortal dos rebentos, por mais que este tenha se tornado um traste ou algo do gênero.
Mães amam incondicionalmente, choram, dá conselhos, tira os filhos do serio, invadem a privacidade destas pobres criaturas que são os rebentos. Mas sempre estão lá para o que der e vier... Ora fazendo as guloseimas, ora apenas querendo fazer um carinho ou apenas por estar lá... Cumprindo o papel de mãe!
Mãe tem por dom e não mais do que isso lembrar tudo, com memória de elefante, lembram de cada tombo, cada machucado, cada cicatriz que temos no corpo.
Minha mãe não foge a regra de nenhuma delas, faz tudo isso e muito mais... Sempre tivemos uma relação que nunca soube definir, se era de mãe e filho de amigos, nunca soube, e também nunca tive coragem de perguntar. (talvez o medo da resposta)
Sempre fomos muito unidos... Mas também sempre brigamos, e nossas brigas são as melhores, sempre baixo e muito calmo. Mas são filhos e mães cumprindo o seu papel.
Da santa a pecadora, mãe sempre vai tentar fazer pelos seus filhos o que mais prezam, educá-los, e este amor criará vida própria, quando você vier a ter um filho. Ai meu amor, cuidado... Porque estas senhoras que não fazem mais tricôs, não ficam nas cadeiras de balanço e fazem quitutes... Mas que gostam de academias, jogar carteado, hidrogisnastica, vai deseducar os seus rebentos e vai colocá-los sempre contra vocês... Os filhos de ontem até então ingratos, passa a serem os monstros. E os netos?... Os diamantes destas pessoas tão maravilhosas que chamamos de mãe.
Tenho certeza que até a Virgem Santíssima, faria o mesmo... Faria? Sim faria... E é só porque ela tinha que cumprir a profecia de Deus, pois, tenho certeza que se Jesus tivesse entrado nesta apenas por ser um lunático político, ela teria feito um verdadeiro inferno na vida dos reis da época, dos soldados nem se fala... Lutaria com eles como se fosse um leopardo defendendo a cria! E se tivesse netos... Teria um do de Jesus, e de sua esposa, pois ela seria a avó do ano, e ensinaria o neto tudo aquilo que Jesus fez (de errado claro) e ele fariam com seus pais... E assim o ciclo dos filhos e netos se perpetua!
Perpetua, vai ser sempre o discurso político de mãe e filhos, e suas brigas de geração e tudo mais... Mães, o doce dom de ser feliz sempre, ou padecendo sempre no próprio mundo, gosto da frase: “ser mãe é padecer no próprio inferno”! O delas? Claro que não... O nosso! Afinal quem ira sofrer sempre quando não dermos para fazer uma ligação? E quando não der para aparecer para o almoço? Elas... As Mães!