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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Só um tapinha não dói....



E quem disse que dói? Às vezes no amor é assim, uns acabam a relação apenas com uma carta, (em dias atuais por email. Ou MSN), e ai o que ficou sem entender, escreve um texto para mostrar o quanto é superior, no que o que terminou responde sem muita coerência, e depois vem a treplica. Este deu um tapa com luvas de pelica, e não feriu ninguém.
E a Argentina aprova a união estável de casamento gay, enquanto Antonio Anastásia pede seriedade no caso Eliza Samudi. E acaba esquecendo-se dos professores que estão se matando em sala de aula porque infelizmente, neste caso ele não pode pedir seriedade, pois não tem nem comprometimento.
Na verdade o Senhor governador quer mesmo crianças sem educação.
Enquanto o congresso vem preocupado com o divorcio, e diga se de passagem, já que vai casar porque pensar em separar? Mas como eles mesmos dizem: Para viabilizar e desafogar os casos de separação no país.
Acabam por esquecer, que destes casamentos nascem crianças, que por sua vez vão crescer revoltados.
E ai vai para o congresso que pai e mãe não têm direito mais o direito de corrigi-los quando estão errados.
Como diria a minha avó: “O que cura birra de criança é tamanco português”!
Sou a favor da correção com umas palmadas e castigo, e nem vem com este papo furado de quem ama educa. Quem pariu Matheus que o embale e sabe o fardo que vai carregar.
Quem criou esta lei estava pensando em qual psicologia? A Freudiana? Porque se foi hoje vemos coisas absurdas em relação à agressão sexual cometido por adultos que foram crianças um dia.
E nem me venham os sociólogos xiitas que defendem a velha filosofia, de: “veja bem a condição social”. Conheço muita gente que saiu do morro e de periferia e deu certo na vida.
Tenho certeza que os pais alem de amor deram umas boas palmadas.
Na verdade a nossa constituição e o estatuto do menor e do adolescente, esta mesmo querendo criar grandes heróis.
No qual não sou a favor do espancamento, e agressões piores que envolva crianças, e também penso que pessoas que não tem condições emocionais para estar junto com crianças nem deveriam tentar ter filhos, adotar, e participar da vida social deste ser.
Como sempre digo o que adianta criar leis se não se tem seriedade para colocar em pratica?
E quem nunca levou umas palmadas quando criança?
E como diria a musica: “Saiba! Todo mundo foi neném, Einstein, Freud e Platão, também. Hitler, Bush e Saddam Hussein...
Saiba!Todo mundo teve pai,Quem já foi e quem ainda vai,Lao-Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Gandhi, Mike Tyson, Salomé... Vera Lúcia Sant`Anna Gomes, Rodrigo Fernandes, Guilherme de Pádua,Paula Thomaz,Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Suzane Richthofen, Daniel, Cristian e goleiro Bruno.

quarta-feira, 14 de julho de 2010



Para: Mery...Tania...Lucia...Bethe...Denise!

"As avencas estão lindas, mas o dias floridos são mais belos!"

Domingo no Parque!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Pintar com palavras...


Ler me causa prazer... Leio de tudo, de propaganda a jornal velho, de clássicos literários a revistinha gibis.
Acho que leio e escrevo por ter um grau de dislexia, nada muito grave, mas que acabou me levando a ter outro dom que é a minha parte motora pelo desenho. Que também não o faço muito bem.
Mas o que mais aprendi com isso, foi a criticar, no entanto não se aprende.
Não sei ao certo, mas consigo visualizar e codificar de forma rápida um texto, e também consigo de forma interessante juntar um ao outro e dar uma conotação do que dois textos distintos querem nos dizer. Não me perguntem como o faço, só sei que faço.
Mas ser critico-me da um prazer maior do que o prazer em ler, a forma em que movimento os meus braços, e imponho meu discurso faz parecer uma grande cena de teatro. Onde todos já ficam esperando a deixa, para ver onde os meus olhos estão direcionados para começar a falar sobre tal assunto ou pessoa.
Isso me diverte, nunca me chateia, acho engraçado, porque defendo a minha opinião única, embasado naquilo onde não penso e nem vivencio.
Fico imaginando sempre duas visões para os relatos... Também não sei como consigo, mas o faço dignamente, sempre acho que uma garrafa de coca cola vazia e uma garrafa de coco cola cheia de água com flores dentro ganha uma nova visão, a única que poderia ser. A de uma jarra.
Às vezes leio coisas tão peculiares, simples sem grande importância e transformo aquilo em uma grande obra literária, isso porque o que se escreve tento transformar em uma grande pintura plástica, em um grande cenário de ilusões. São de pequenos e insignificantes textos que na verdade acha uma grande obra.
Como em textos complexos demais, com palavras eruditas (que minha dislexia não compreende) piora o texto que ali leio, porque ele não tem um significado próprio e nem uma característica de quem escreve.
Triste para quem escreve, essa falta de oportunidade de identificar naquilo que escreve pessoas assim está fadada a serem sempre mal compreendidas e interpretadas.
Então quando for escrever algo lembre, escreva como se estivesse pintando com palavras, agrade seus olhos e os meus, porque nunca precisarei criticar uma obra... Ela apenas por si só será uma obra!

domingo, 11 de julho de 2010

Amor em pedaços


Quando acaba o amor, acaba tudo. O mundo nos parece um abacaxi, feio e totalmente cascudo com aquela grande coroa de espinhos.
A melhor coisa que fazemos nestas horas e descontar em coisas que nos leve a sentir prazer e para isso só mesmo achando a vida um doce.
Então pegue 1 abacaxi amassado e cru;
Desconte toda sua raiva pelo que passou, com o amor em questão e amasse bastante, vale xingar mal toda a sua arvore genealógica, porque as panelas não falam nestas horas.
Depois, de sofrido todo o amargor da perda pegue ½ k de açúcar; para lembrar os melhores momentos que passaram juntos, dos sonhos que construíram dos que ainda estavam por vir, lembre das viagens em que vocês fizeram e aproveitaram a cada momento.
1 colher de manteiga; para não ficar apenas no doce e enjoativo sentimento da perda e das lembranças, e lembre o tanto que você ou ele (a) foram escorregadios e tentaram fugir um do outro. E coroe este momento com 1 coco ralado e 6 ovos;
Misturar tudo e levar ao fogo, e lembre todo momento quando a relação era quente e tinha todo calor humano que deve ter entre duas pessoas que realmente se gostam, mexa até soltar da panela, afinal quando o doce estiver pronto você lembrara como eram unidos e gostavam de fazer tudo junto.
Depois, do doce pronto, pegue 3 xícaras de farinha de trigo, e coloque em um recipiente onde possa expurgar toda a sua raiva novamente, quando lembrar que você foi trocado ou que simplesmente o amor acabou sem mesmo saber como começou. Novamente pegue 1 xícara de açúcar;mas agora não mais para lembrar o que passaram, mas sim o quanto foi feliz naquele momento, só você e suas realizações, o quanto fez o bem para aquela pessoa que da noite para o dia acaba lhe abandonando.
2 a 3 ovos; e 1 colher de manteiga; 1 colher de pó - Royal; e amasse novamente, e nada de descontar suas raiva na massa, lembre que o amor é próprio e não dividido. Amasse, faça força para se sentir forte e dar a volta por cima. Lembre o quanto é especial e que agora vai ter que começar tudo de novo.
Tudo amassado divida a massa em duas partes, para lembrar que o amor tem que ser dividido. A mesma proporção para um e outro, em uma relação ninguém ama demais ou de menos, ma o mesmo tanto.
1º forre o tabuleiro, com uma parte da massa, abra bem fina. Recheie com o doce de abacaxi que é todo o amor perdido, cubra com o restante da massa, que é o amor renovado pelo menos o seu, sua auto-estima seus conhecimentos e seu poder de conquista, aprenda com o velho amor. Leve em forno brando; cortar em quadradinhos e sirva em uma bandeja de vidro.
E chore o tempo que for necessário para esquecer este amor em pedaços.

terça-feira, 6 de julho de 2010

tricortando



Tricortando minhas historias, gostaria de brincar de ser feliz, pintar o meu nariz...
Levantar meu estandarte, eleger alguém para fazer as minhas graças e ser metido como sempre fui... Metido no momento certo de me meter nas coisas.
Ser o bobo que sempre fui. O bobo que para e fica analisando e pensando, e não tentando me fazer esperto, e achar que sei tudo sem observar.
O tricô é uma arte feita em duas agulhas que costura com cada nó uma trama, e esta trama se transforma em um monte de emaranhado, pontos que se transforma em uma blusa, um cachecol, uma coberta... Que poderia também ser feitas de retalhos ou fuxicos, como as das Senhoras da casa grande.
A casa onde corria quando pequeno, fazia bolo de barro na horta, e me banhava em uma banheira de louça aos xingos daquela senhora.
Desmascaro-me a cada pensamento, vejo o que não fui, mas me remeto ao que ainda posso ser.
Aquele beijo roubado... Tirou-me o fôlego, mas o perdi em algum 422, mas posso dizer que fui um bom ladrão, não capturei o seu corpo, mas sim a sua essência. Não furtei mais seus beijos, mas consegui fazer parte do mundo besta.
Mas roubei suas mãos... Roubei a imagem da menina de Paquetá, andando de bicicleta na chuva. Roubei brigadeiros de colher da festa da minha amiga.
Tomei um chá pra curar a azia que os prédios me causavam, quando o sol invadia todos os meus poros.
Ponho meus óculos antigos, para me mostrar e não para aparecer, sou meu próprio cartão de visita, escrito em letras garrafais, com luz de neon sou a musica de Milton.
Sou aquele cigarro fumado na hora do gozo, sou meu próprio personagem onde não penso.
Sou a literatura de Hilda Hilts, quando estou dormindo em pé, quando o dia é qualquer, quando jogo meus búzios ao alem, e ofereço a minhas orações a Deus!
Tricortar é isso, um grande emaranhado de coisas que nem mesmo sabemos, o sentido de tudo isso!

terça-feira, 18 de maio de 2010

O andar nos causa tédio quando aprendemos a voar... 1988 o ano que fizemos contato...


Deveria ter entre meus 15 para 16 anos, quando o mundo se revelou de uma forma intrigante para mim, foi quando comecei a prestar atenção nos fatos e acontecimentos.
Ano que já não era mais uma criança e muito menos um adulto, já estava cursando a 8ª serie do colegial. Era como todo adolescente, mas não um adolescente comum. Destes, que se aborrecem com o mundo se trancafia em um quarto, que quer aprender falar inglês porque estava na moda (sempre fui muito brasileiro para estas coisas).
Ou simplesmente queria participar dos bailinhos feitos na casa de colegas porque ainda não podíamos sair à noite.
Enquanto pensavam nestas coisas, eu voava...
Campos Gerias se revelava, uma cidade conectada, cheio de festas, esperávamos o ano todo pela festa do Ancião na Vila Vicentina, geralmente éramos mais famosos que atores de televisão, apresentávamos todas as noites nesta quermesse, cada dia uma apresentação diferente!
A festa da padroeira da cidade era também em julho então ao termino de uma festa os atores mirins iam para outra festa se apresentar sem descanso ou momento para ensaios. (era tudo tão lindo e mágico que a gente não tinha noção da grandiosidade daquilo)
Neste período enquanto os meus colegas iam para os bailinhos na casa da Roberta, eu ficava em casa ensaiando meus passos frente ao espelho, enquanto comentavam o que fizeram no fim de semana ou como haviam saído na prova da escola, eu ficava no canto lendo Nelson Rodrigues, (o que escandalizava minha mãe) mas a verdade é que sempre detestei a coleção vaga lume, Machado de Assis. Enquanto tínhamos que ler capitães de areia para fazer a ficha literária, eu já estava terminando a coleção de Jorge Amado, e maravilhava com a literatura de Os Anarquistas Graças a Deus de Zélia Gattai. Meu primo fazia um evento no clube ARC, um clube que era apenas freqüentado pela sociedade camposgeraensse, o Festival da Poesia, era muito interessante.
Eu, e um amigo, sentávamos na janela de sua casa, mas não era uma janela comum, era a janela que nos conectava com o mundo, onde criamos nossos sonhos e planos. Onde se via o por do sol (eu odiava e ainda odeio o por do sol, detesto essa hora nem barro nem tijolo. Alguém uma vez disse que é a hora que Deus cochila, acho que é verdade)
Eu, menino nem moço, nem homem nem mulher, já viajava sozinho, por ter credibilidade com minha mãe. Enquanto meus colegas assistiam sessão da tarde, o filme: E.T(hj posso definir que eles se identificavam com o filme) eu já tinha visto, A ultima paixão de Cristo, o Ultimo Imperador (ganhador do Oscar) e o filme polemico para época Camille Claudel. Apaixonei-me pela arte.
E pelo mundo do figurino e da indumentária, quando vi Clodovil Hernandes, na teve mulher- ali percebi que era tudo aquilo que ele era e poderia ser.
Foi neste mesmo ano que Ulysses Guimarães, disse “Viva a vida que ela vai defender e semear!” dizendo a respeito da nova constituição (mal sabia ele que ela teria emendas, retalhos e falcatruas)
E na cidade de Campos Gerias vivíamos a política medica o prefeito Dr. Salvador de Mesquita. (bom? Não sei opinar, ainda ficava voando no mundo das artes)
Aos domingos era sagrado ver Silvio Santos com show de calouros, e acabava ele apresentando o programa de misses, neste ano a Miss Brasil foi Isabel Cristina Beduschi.
Foi o ano da morte de Chico Mendes, que lutava pelas terras e a não exploração da amazonia.
E o nosso dinheiro era o cruzado, o melhor que tudo tinha um preço pela manha outro na parte da tarde e a noite isso multiplicava.
Todos ouviam Roxette, Guns N Roses, Angélica com o seu hit vou de taxi, eu ouvia Marisa Monte, aquela mulher cabeluda com voz de opera, cantando Bem que se quis, Milton Nascimento e Dalva de Oliveira( um suplicio para minha mãe) e desespero para os vizinhos.
Foi a primeira vez que assisti a uma peça de teatro pensante, sem aquelas coisas infantis no meio. Vi a montagem de Brecht feita por Caca Rosset.
Neste período já sabia o que era maconha, (experimentado também) já tinha feito sexo com meninas e meninos. Com as meninas achava que era o Axell Rose, da banda Guns e com os meninos achava que era Madonna.
Alguns colegas eram apaixonados na Patrícia ferreira de Souza, (um dos ícones na cidade) outros na Soraia do Ricardo (também um ícone) (as pessoas no interior colocavam o nome do pai como referencia) eu também tive minha paixão por ela, mas viramos amigos e ótimos- claro!
Tudo acontecia nesta pequena cidade do interior, mas o mundo me fazia sempre olhar para fora.
Todos preocupavam com os estudos, eu me preocupava exclusivamente com a vida social, e poder participar de tudo aquilo.
Podia se ver na praça a formação do calçadão e as pessoas curtindo a noite por lá.
Podia escutar no bar do jiló a melhor musica ao vivo, depois ir para o casarão, o bar da tia lu, estas coisas todas- e principalmente depois ficar mal visto na cidade, por não ter idade para participar de tudo aquilo. Mas eu com a minha cabeça cheia de sonhos e questionamentos não poderia ficar de fora e nunca deixar de fazer o contato com o mundo, onde aprende tudo, as coisas que são boas e as que não são boas. E eu participei da ideologia de cazuza ( hoje não o vejo como um profeta) as caras e bocas de Madonna, o bom dia amiguinhos já estou aqui da Xuxa, a voz sedutora de Tracy Chapman, e chorei com a metade do mundo e com o tigre de Seul! No ano de 1988.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pretensão




Andando sem pretensão alguma pela rua, somente sentindo o sol da manha, comecei a sentir o bater da brisa no rosto como se fosse uma benção divina, neste momento esqueci por completo a minha existência quanto humano e passei a fazer parte deste contexto entre o sol e a brisa.
É como se meu corpo já não existisse, naquele momento, era eu e a bondade de Deus.
Quando comecei a perceber cada casa, cada recorte de das nuvens as pessoas e... Um toc toc muito leve e suave, como se fosse a percussão de algum tambor indígena, foi quando este toc toc começou a aumentar e me fazer lembrar dos poema de Cecília Meireles: “A canção dos tamanquinhos”, por mais que aquele barulho rapidinho me irritasse profundamente, no fundo bem lá no fundo o poema me fez voltar a infância. Uma infância ingênua e engraçada, que corríamos na rua, jogava bolinhas de gude, tocava campainha da casa das pessoas e saia correndo.
O toc toc ligeirinho da minha mãe chegando em casa, para o almoço, da minha avó arrumando para ir as missas dominicais, pela manhã.
O toc toc vai ficando forte e irritantemente constante como batidas fortes de alguém que esta mais apressada, e que perde o seu tempo para chegar a algum lugar com muita exigência! E, esquece de apreciar aquilo que naquele momento era importante para mim, e que estava perdendo o seu valor por causa deste barulho chato: toc toc toc toc toc toc!
Neste momento criei uma inveja do sol, que aquece e ao mesmo tempo tão distante. Fiquei com ciúmes do céu e das nuvens que estava tão perto dele, dos pássaros que podiam abrir suas asas para alçar vôos pela brisa que naquele instante era minha!
Sem saber aonde chegar, andei, andei muito e rápido para que aquele barulho não me perturbasse tanto. E procurando a paz dos meus ouvidos somente para sentir aquele momento único do prazer Divino, me sentir por um só instante o Divino, por ser sua imagem e semelhança.
Quando me deparo com zum zum zum, brum brum brum, era uma onomatopéia de sensações e sentidos.
Foi ai que percebi que Deus, quis e mostrar que tudo aquilo que no momento estava me atrapalhando, também passava e observava. Tornando-me condescendente com o mundo, largando o meu lado egoísta e vendo tamanha pretensão a minha de querer ser parecido com Deus e ao mesmo tempo ter o dom divino de reger as coisas ao meu modo.
E o sol? Este continuou a brilhar forte e aquecer, a brisa? Continuou ventar fria e a tocar nas pessoas.
E eu? Continuei com ciúmes do céu e dos pássaros!