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sábado, 2 de agosto de 2008

Fofoca: O doce sabor de viver em sociedade falando bem ou mal de alguém!


Há quem diga que fazer fofoca é um hábito detestável, mas a verdade é que a maioria nutre uma verdadeira adoração por esse esporte nacional. Sejamos honestos: fofocar nem sempre significa inventar mentiras ou destilar veneno gratuito. Às vezes, é apenas uma forma democrática e acessível de manter a sociedade devidamente informada sobre a vida alheia — claro, sempre com aquela pitada generosa de exagero, afinal, já dizia a minha sábia avó: "Quem conta um conto, aumenta um ponto". No grande teatro da vida, o que não falta é gente disposta a virar espetáculo, além de uma legião de "bocas de Matilde" prontas para dar uma força na divulgação. Convenhamos, a fofoca exige talento; é um dom que poucos exercem com tamanha primazia.Se o seu objetivo é virar notícia, você já sabe exatamente onde ir e que roupa usar. Mas, se a meta for virar o assunto principal do "disse me disse", o segredo é simples: encontre o fofoqueiro de plantão e implore para que ele guarde segredo. É a garantia absoluta de que ele espalhará a novidade antes do anoitecer, e com o bônus de rechear a história com detalhes que você mesmo desconhecia. E existe algo melhor do que ser o centro das atenções? Quem diz que não, claramente não sabe o que está perdendo.Com a era dos paparazzi e dos smartphones, a privacidade virou artigo de luxo. Ninguém mais tem sossego. Gênio mesmo é o Chico Buarque, que supostamente comprou um estoque de cinco camisetas idênticas, do mesmo corte e cor, só para estragar o negócio dos fotógrafos — afinal, toda foto tirada dele parecerá o mesmo dia e a mesma hora. Uma tremenda falta de consideração com o trabalhador do tablóide, seu Chico! Deixe o povo trabalhar, até porque, sendo lindo e um compositor genial, o senhor sempre será o alvo das atenções. Por mais invasivo que seja, quem é fã quer mesmo saber até o que você comeu no café da manhã.Voltando à arte da indiscrição, a fofoca é maravilhosa porque sempre traz aquele gostinho nostálgico de "Vale a Pena Ver de Novo". Tecer comentários sobre a vida alheia é o atestado definitivo de que a vítima está em alta. No fundo, bem lá no fundo, quem gasta o seu tempo falando de nós ou morre de inveja, ou tem o desejo secreto de ser igual a nós. Ou está apaixonado, vai saber. Conheço pessoas tão viciadas no ofício que, antes mesmo de ouvirem o babado, já disparam a pergunta crucial: "Posso espalhar?". Se a resposta for não, elas preferem nem ouvir. São almas generosas, obcecadas em propagar a "boa nova" com uma naturalidade tão desconcertante que as fofocas chegam a parecer pérolas de sabedoria.Portanto, caros fofoqueiros de plantão, quando forem se pendurar na janela, na portaria do prédio ou na esquina, façam o favor de usar um crachá de identificação, bem ao estilo do jornalismo investigativo. Identifiquem-se! Nós adoraríamos contribuir com o roteiro das suas conversas, mas precisamos saber a quem acionar juridicamente ou cobrar uma retratação pública caso o serviço seja malfeito. Já que vão cuidar da vida alheia, façam isso com charme, elegância e responsabilidade profissional. Falar mal é uma arte; ofender e depreciar é apenas falta de criatividade, além de magoar os outros. Sendo assim, vida longa aos fofoqueiros de plantão — o entretenimento da sociedade depende de vocês!

2 comentários:

Unknown disse...

S-E-N-S-A-C-I-ON-A-L...Não quero ficar puxando o saco,mas Lú vc é demais....CARA vc deveria escrever livros...torna gostoso o assunto de ler,tem sempre um toque de humor é dez...mas eu sou suspeita pra falar ja disse q sou sua fã nº1

Luiz Carlos disse...

Sonia e minha leitora numero um...totalmente suspeito amiga!!!quem sabe não escrevo???